Banco do Brasil (BBAS3) cai 6% após rebaixamento do JPMorgan
Ação lidera as perdas do Ibovespa, que corrige após a disparada de 7,7% na véspera. Dólar segue abaixo de R$ 5.
Redação Apuramos
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Ação lidera as perdas do Ibovespa, que corrige após a disparada de 7,7% na véspera. Dólar segue abaixo de R$ 5.
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As ações do Banco do Brasil (BBAS3) lideram as perdas do Ibovespa nesta terça-feira (6), depois de o JPMorgan rebaixar a recomendação do banco de "neutro" para "underweight" (desempenho abaixo do mercado). Por volta das 14h, o papel recuava cerca de 6,8%, a R$ 24,55, segundo o InfoMoney.
A queda vem um dia depois de uma alta expressiva. Segundo o InfoMoney, a ação havia subido cerca de 11% na segunda-feira (5), na esteira do rali que tomou a bolsa após o resultado do primeiro turno das eleições presidenciais.
De acordo com o InfoMoney, o banco americano avaliou que a recuperação do Banco do Brasil ainda deve levar alguns anos, diante de ventos contrários no curto prazo. Entre os fatores citados na reportagem estão a perspectiva desafiadora para a inadimplência no crédito agrícola, os efeitos da valorização do real e os riscos associados ao El Niño, mesmo com a melhora nos preços das commodities.
O Ibovespa operava em queda de cerca de 0,68%, aos 205,5 mil pontos, segundo o InfoMoney. Na segunda-feira, o índice fechou a 206.911,89 pontos, com alta de 7,70% e primeiro fechamento acima dos 200 mil pontos, conforme o Suno. Nesta terça, chegou a tocar a máxima intradiária de cerca de 209,5 mil pontos antes de devolver parte dos ganhos.
Para o analista Leonardo Mendes, ouvido pelo InfoMoney, a correção é esperada: "Depois de uma valorização tão forte em um único pregão é natural vermos realização e bastante volatilidade".
Petrobras (PETR4) também pesava, com queda de cerca de 2,5%, a R$ 53,98, em dia de petróleo em baixa. Segundo o InfoMoney, o WTI recuava 1,76%, a US$ 87,86, e o Brent 2,04%, a US$ 98,27.
Na direção oposta, outros bancos subiam: Bradesco (BBDC4) avançava cerca de 4% e o Itaú (ITUB4), cerca de 1,3%.
No câmbio, o dólar comercial acumulava a segunda queda seguida. Segundo o Suno, a moeda fechou a segunda-feira a R$ 5,001, com baixa de 4,12%, e nesta terça operava perto de R$ 4,95 no começo da manhã. Ao longo da tarde, de acordo com o InfoMoney, a cotação oscilava entre R$ 4,97 e R$ 4,98.
O Suno atribui o movimento ao otimismo do mercado com o primeiro turno. O senador Flávio Bolsonaro (PL) liderou a votação, com 47,03% dos votos válidos, contra 45,16% do presidente Lula. A avaliação predominante, segundo o veículo, é que uma vitória de Flávio aumentaria as chances de um ajuste fiscal mais firme. Os juros futuros (DIs) recuaram para cerca de 12% ao longo da curva.
Lá fora, o S&P 500, principal índice da bolsa de Nova York, renovou o recorde histórico, com alta de cerca de 0,8%, impulsionado por ações ligadas à inteligência artificial, segundo o InfoMoney.
Os números citados são de operações durante o pregão e podem mudar até o fechamento.
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