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Focus (08/09): mercado corta IPCA para 5% e mantém Selic a 13,75%

Boletim divulgado pelo Banco Central nesta terça (8) traz a segunda queda seguida na projeção de inflação de 2026. Para o Copom de 15 e 16 de setembro, o mercado segue apostando em corte de 0,25 ponto.

Redação Apuramos

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Etienne Martin/Unsplash — imagem ilustrativa
Etienne Martin/Unsplash — imagem ilustrativa

O mercado financeiro reduziu pela segunda semana seguida a projeção para a inflação brasileira de 2026, mas manteve inalterada a aposta na trajetória dos juros. É o que mostra o Boletim Focus divulgado nesta terça-feira (8) pelo Banco Central.

A estimativa mediana para o IPCA deste ano passou de 5,01% para 5%. Já a projeção para a Selic no fim de 2026 ficou em 13,75% ao ano pela quinta semana consecutiva.

O Focus é a pesquisa semanal em que o BC reúne as expectativas de bancos, gestoras e consultorias para os principais indicadores da economia. As medianas não são previsões do Banco Central, e sim um termômetro do que o mercado espera de inflação, juros, câmbio e atividade.

Mesmo com o recuo, a projeção de 5% segue acima do teto da meta de inflação. Conforme o Bora Investir, portal de conteúdo da B3, o centro da meta perseguida pelo Banco Central é de 3%, com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos — o que fixa um limite superior de 4,5%.

Para 2027, a estimativa de IPCA subiu ligeiramente, de 4,28% para 4,29%. A projeção para 2028 ficou em 3,80% pela sexta semana seguida, e a de 2029 permaneceu em 3,50% pela 53ª semana consecutiva, segundo o TrendsCE.

O IGP-M de 2026 teve nova queda na projeção, de 4,38% para 4,34%. Já os preços administrados — grupo que inclui energia elétrica, combustíveis e planos de saúde — tiveram alta na estimativa deste ano, de 4,69% para 4,71%.

A taxa básica de juros está hoje em 14% ao ano, patamar definido pelo Copom na reunião de agosto. O comitê volta a se reunir em 15 e 16 de setembro, e a projeção de 13,75% no Focus indica que o mercado ainda trabalha com mais um corte de 0,25 ponto percentual até o fim do ano.

Para os anos seguintes, as apostas ficaram estáveis: 12% em 2027, nível mantido pela 12ª semana seguida, 10,50% em 2028 e 10% em 2029. Segundo a BM&C News, a estabilidade indica que os analistas ainda veem espaço limitado para uma queda mais rápida dos juros enquanto as expectativas de inflação seguirem elevadas.

No campo da atividade, a projeção para o crescimento do PIB em 2026 teve leve revisão para cima, de 1,92% para 1,93%. Para 2027, a estimativa permaneceu em 1,50%; para 2028, houve corte de 1,98% para 1,96%. O conjunto mantém o cenário de expansão abaixo de 2% ao ano no horizonte projetado.

No câmbio, o mercado manteve o dólar em R$ 5,20 no fim de 2026 — a 12ª semana consecutiva no mesmo patamar. As projeções para 2027 e 2028 seguem em R$ 5,30.

O próximo teste do cenário vem no fim da semana. O IBGE divulga o IPCA de agosto na sexta-feira (11), às 9h. Analistas do Bradesco projetam variação mensal de -0,26%, puxada principalmente pela queda nos preços da energia elétrica, reflexo do bônus de Itaipu, conforme reportou o Brasil em Folhas.

No mesmo dia, às 9h30, os Estados Unidos divulgam o CPI de agosto. O dado ajuda a orientar as apostas para os juros do Federal Reserve e costuma repercutir no humor dos mercados emergentes, incluindo o brasileiro.

Fontes consultadas nesta apuração

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  • selic
  • ipca
  • inflação
  • banco central
  • copom
  • pib
  • dólar
  • economia

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