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Caneta emagrecedora: Anvisa aprova 1º genérico do Brasil

Registro publicado no Diário Oficial libera a versão genérica da semaglutida da EMS e o similar Semaclique, da Germed. Por lei, o genérico precisa custar ao menos 35% menos que o remédio de referência.

Redação Apuramos

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David Trinks/Unsplash — imagem ilustrativa
David Trinks/Unsplash — imagem ilustrativa

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou o primeiro medicamento genérico à base de semaglutida do Brasil, princípio ativo das chamadas "canetas emagrecedoras". O registro foi publicado no Diário Oficial da União (DOU) e abre caminho para versões mais baratas do tratamento nas farmácias do país.

Segundo a Agência Brasil, a agência reguladora liberou dois novos injetáveis de semaglutida obtida por via sintética. Um deles é o genérico produzido pela farmacêutica EMS. O outro é um medicamento similar do laboratório Germed, ligado à EMS, que será vendido com o nome comercial Semaclique.

O que muda com o genérico

A EMS já havia obtido, em maio, o primeiro registro de semaglutida sintética do país, com o Ozivy. Agora, a mesma empresa foi autorizada a comercializar a versão genérica desse produto. Por se tratar de um genérico, a nova caneta não pode ter nome comercial: é identificada apenas pelo nome do princípio ativo.

A diferença pesa no bolso. Pela legislação brasileira, o preço de um genérico aprovado pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED) precisa ser pelo menos 35% menor que o do medicamento de referência. O valor de prateleira, no entanto, só será conhecido quando a CMED publicar o preço e as redes de farmácia definirem suas margens.

Para efeito de comparação: o Ozivy chegou às farmácias em junho a partir de R$ 452 por caneta, de acordo com o InfoMoney.

Para que serve a semaglutida

A semaglutida ficou conhecida por ser o princípio ativo do Ozempic e do Wegovy, indicados para o tratamento do diabetes mellitus tipo 2. Médicos também prescrevem a substância para o controle da obesidade.

O registro da Anvisa reconhece o uso dos medicamentos associado à dieta e à prática de exercícios físicos. As canetas são de aplicação semanal e precisam ser mantidas na geladeira, em temperatura de 2 °C a 8 °C, antes e depois do início do tratamento.

A agência reforçou a necessidade de acompanhamento médico. "Como todos os medicamentos do tipo GLP-1, a semaglutida sintética está sujeita à prescrição de receita médica em duas vias", informou a Anvisa, conforme a Agência Brasil.

As apresentações aprovadas

Foram registradas quatro apresentações, todas em solução injetável de semaglutida 1,34 mg/mL, em sistema de aplicação preenchido, multidose e descartável:

  • 1,5 ml, com 1 caneta e 4 agulhas;
  • 1,5 ml, com 1 caneta e 6 agulhas;
  • 3 ml, com 2 canetas e 8 agulhas;
  • 3 ml, com 2 canetas e 10 agulhas.

Mercado aquecido

A aprovação amplia a concorrência em um dos segmentos que mais crescem no setor farmacêutico brasileiro. A entrada de genéricos e similares tende a pressionar os preços para baixo, mas a venda segue restrita: por ser um medicamento da classe GLP-1, a semaglutida sintética só pode ser adquirida mediante apresentação de receita médica em duas vias.

Em julho, a Anvisa já havia registrado outras cinco canetas de semaglutida voltadas ao tratamento do diabetes, segundo a Agência Brasil — sinal de que a disputa por esse mercado deve seguir aquecida nos próximos meses.

Fontes consultadas nesta apuração

  • anvisa
  • semaglutida
  • ozempic
  • caneta emagrecedora
  • genérico
  • ems
  • saúde

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