O Campeonato Brasileiro de Ginástica Artística terminou neste domingo (9/8), no Ginásio Nilson Nelson, em Brasília, depois de três dias de disputas. Flávia Saraiva foi o grande nome da competição: a ginasta do Flamengo somou cinco medalhas na edição — quatro ouros e uma prata — e venceu as duas finais femininas do último dia, na trave e no solo, conforme o balanço publicado pelo Metrópoles.
Na trave, a carioca foi a primeira a se apresentar e recebeu 13,866. Gabriela Barbosa, do Pinheiros, ficou com a prata (13,266), e Gabriela Vieira, companheira de Flavinha no Flamengo, completou o pódio com 13,100.
Pódio inteiro do Flamengo no solo
A final do solo feminino terminou com as três medalhas no clube rubro-negro. Flávia Saraiva levou o ouro com 13,833, Júlia Coutinho ficou com a prata (13,266) e Hellen Silva, com o bronze (13,200).
A apresentação marcou a estreia de uma coreografia nova. Segundo o Metrópoles, a ginasta se despediu da rotina embalada por "Can-Can" e passou a competir ao som de "Homem com H", de Ney Matogrosso, e "Asa Branca", de Luiz Gonzaga.
Campeã do individual geral e da disputa por equipes ainda na sexta-feira (7/8), Flávia comentou ao Lance! o momento da carreira: "Esse título é muito importante pra mim. Estou voltando a competir nos quatro aparelhos depois de um ano e meio praticamente competindo em um só. Estou muito feliz de estar de volta". A ginasta afirmou que o próximo objetivo é o Mundial.
Caio Souza, Nory e Yuri fecham o masculino
Entre os homens, Caio Souza, do Minas Tênis Clube, venceu as barras paralelas com 13,966, em uma série de dificuldade 5,3. Derick Goulart, do Grêmio Náutico União, ficou com a prata (13,133), e Johnny Oshiro, da Agith, com o bronze (12,466). No sábado (8/8), Caio já havia vencido as argolas.
A final da barra fixa teve empate no alto do pódio: Arthur Nory e Diogo Paes, ambos do Pinheiros, receberam 13,933, e o título ficou com Nory por causa da nota de dificuldade mais alta. Patrick Correa, também do Pinheiros, ficou em terceiro, com 13,666.
No salto masculino, Yuri Guimarães (Agith) abriu a disputa com 14,133 e ninguém o alcançou. João Perdigão (Pinheiros) fez 13,616 e Christian Dorneles (Sogipa) marcou 13,399.
A maior nota do mundo no salto
Na abertura do campeonato, Rebeca Andrade cravou 14,800 no salto — a melhor pontuação registrada no aparelho no mundo em 2026, de acordo com o Lance!. A marca anterior era da sul-coreana Yeo Seojeong, com 14,667.
A maior medalhista olímpica do Brasil executou apenas um salto e, por isso, ficou fora da briga por medalha no aparelho, que considera a média de duas tentativas. A nota, porém, contou para o Flamengo na disputa por equipes, vencida pelo clube com 160,200 pontos, à frente de Pinheiros (149,850) e Sesi (148,850). No masculino, o título por equipes ficou com o Minas Tênis Clube (236,100).
Público recorde em Brasília
A competição teve ingressos esgotados. Segundo a Agência de Notícias do UniCeub, em texto publicado pelo Jornal de Brasília, foram vendidas mais de 10 mil entradas — recorde para uma competição nacional de ginástica no país.