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Google abre SynthID Detector e qualquer pessoa pode checar IA

Ferramenta identifica marca d'água invisível em imagens, vídeos e áudios e agora reconhece conteúdo de OpenAI, Nvidia e Kakao. Apple deve entrar em breve.

Redação Apuramos

Publicado em

Google DeepMind/Unsplash — imagem ilustrativa
Google DeepMind/Unsplash — imagem ilustrativa

O Google abriu ao público o SynthID Detector, ferramenta que verifica se uma imagem, um vídeo ou um áudio foi gerado por inteligência artificial. Até então voltado a profissionais de mídia, o verificador passa a estar disponível globalmente para qualquer usuário, segundo o 9to5Google.

Como funciona

O SynthID não analisa se um arquivo "parece" artificial. Ele procura uma marca d'água invisível, inserida no momento em que o conteúdo é criado. Segundo o portal português ECO, o selo é imperceptível ao olho e ao ouvido humanos e permanece na estrutura dos dados do arquivo.

De acordo com o Diário da Mídia, o usuário envia o arquivo e, quando a marca é encontrada, a página indica a região do conteúdo em que ela aparece. O ECO informa que o acesso é feito pelo site synthid.com, com login de uma conta Google, Apple ou OpenAI.

Quem entra no sistema

A grande novidade é a abrangência. Além do conteúdo gerado pelas ferramentas do próprio Google, o detector passa a reconhecer marcas aplicadas por OpenAI, Nvidia e a sul-coreana Kakao, segundo o 9to5Google e o Stuff. O Google afirma que a Apple deve aderir "em breve", e que imagens criadas com o Apple Intelligence passarão a receber a marca d'água SynthID. Até lá, arquivos da Apple podem não ser identificados.

Números divulgados pelo Google

Conforme o ECO, o Google diz que a marca já foi aplicada em mais de 180 bilhões de imagens e vídeos, além de áudio equivalente a 240 mil anos de arquivos. A empresa também afirma que seus recursos de verificação recebem mais de um milhão de solicitações por dia.

A checagem também está disponível pelo assistente Gemini. Segundo o Diário da Mídia, os limites são arquivos de até 100 MB, vídeos com menos de 90 segundos e áudios de até cerca de uma hora (o texto não deixa claro o limite exato). O Diário da Mídia afirma que o serviço está disponível globalmente, inclusive no Brasil, mas a interface pública por ora está em inglês.

O que a ferramenta não faz

O próprio funcionamento impõe limites. O 9to5Google ressalta que o SynthID só detecta conteúdo de ferramentas que inserem essas marcas d'água na geração. Um resultado de "marca não encontrada", portanto, não prova que o arquivo é autêntico.

O Diário da Mídia lista possíveis explicações para a ausência do selo: o arquivo veio de uma ferramenta sem SynthID, foi feito por modelos mais antigos, passou por edições que removeram a marca ou combina uma foto real com partes geradas por IA. Segundo a publicação, a marca resiste a compressão e filtros, mas transformações repetidas podem enfraquecê-la ou destruí-la.

O Stuff avalia que o apoio de outras empresas torna a ferramenta mais prática do que um verificador exclusivo do Google, mas observa que ela não resolve sozinha o problema de identificar todas as falsificações.

O que fazer na prática

Diante de imagens e vídeos suspeitos, especialistas em verificação costumam recomendar combinar métodos: checar a origem do arquivo, buscar a publicação original e comparar com reportagens de veículos confiáveis. O SynthID entra como mais uma camada nessa checagem, e não como veredito final.

O Apuramos acompanha o tema e atualiza a matéria caso a Apple confirme a data de adesão ao padrão.

Fontes consultadas nesta apuração

  • google
  • synthid
  • inteligência artificial
  • deepfake
  • openai
  • nvidia
  • apple intelligence
  • marca d'água

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