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Greve da Caixa (21/09): bancários rejeitam nova proposta

Assembleia nacional realizada nesta segunda (21) reprovou por 59,3% dos votos a nova oferta do banco. É a segunda proposta recusada pela categoria desde o início da greve, em 10 de setembro.

Redação Apuramos

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Eugene Chystiakov/Unsplash — imagem ilustrativa
Eugene Chystiakov/Unsplash — imagem ilustrativa

Os empregados da Caixa Econômica Federal decidiram, nesta segunda-feira (21), manter a greve nacional da categoria pela segunda vez. Em assembleia virtual realizada entre 11h e 18h, 59,3% dos bancários rejeitaram uma nova proposta do banco para encerrar a paralisação, segundo informou o portal O Tempo.

A votação atualiza o cenário noticiado por este portal em 12 de setembro, quando os trabalhadores já haviam recusado, por 68% dos votos, uma primeira "proposta final" da Caixa. Desde então, o banco elaborou uma nova oferta, apresentada aos sindicatos e votada nesta segunda. De acordo com a Exame, 102 bases sindicais rejeitaram o texto, e apenas 30 o aprovaram.

O impasse segue concentrado no Saúde Caixa, plano de saúde dos funcionários. Pela nova proposta, os empregados passariam a contribuir, a partir de 2027, com 3,7% do salário-base para custear o benefício — abaixo da faixa de 2,3% a 4,1% prevista no texto rejeitado em setembro, segundo o jornal Estado de Minas. A cobrança por dependente ficaria entre R$ 560 e R$ 900, conforme a idade.

O banco também propôs não reajustar as mensalidades do plano em 2026, reduzir a taxa de pronto-socorro de R$ 150 para R$ 120 — valor que a proposta anterior havia elevado de R$ 75 para R$ 150 — e limitar a contribuição familiar total a 9% do salário. A Caixa ainda ofereceu elevar sua própria contribuição ao custeio do plano, dos atuais 6,5% para 9% da folha de pagamento a partir de 2027, de acordo com a Exame. Um bônus extraordinário de R$ 3 mil por funcionário, condicionado a metas operacionais, também fazia parte do pacote.

Apesar das mudanças, a categoria considerou insuficientes as concessões. Em nota citada pela Exame, o Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região afirmou que "o comando de greve está reunido agora, discutindo os resultados da assembleia e os próximos passos. Amanhã, 22 de setembro, a greve continua."

A paralisação, iniciada em 10 de setembro, já soma 12 dias e afeta o atendimento em agências da Caixa em diferentes regiões do país, com adesão variável conforme a base sindical local. Não há, até o momento, data marcada para uma nova rodada de negociação entre o banco e a Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT).

A Caixa não havia se manifestado publicamente sobre o novo resultado até a publicação desta matéria. Na rodada anterior, o banco chegou a sinalizar que poderia recorrer a um dissídio coletivo na Justiça do Trabalho caso a proposta fosse recusada — instrumento ainda não formalmente acionado.

Fontes consultadas nesta apuração

  • greve
  • caixa econômica federal
  • bancários
  • contraf-cut
  • saúde caixa
  • economia

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