Ibovespa fecha a 206 mil pontos com alta de 7,7% e recorde
Bolsa teve a maior alta diária desde 2020 e superou pela primeira vez os 200 mil pontos, após o resultado do 1º turno. Dólar caiu 4,12%, a R$ 5,00.
Redação Apuramos
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Bolsa teve a maior alta diária desde 2020 e superou pela primeira vez os 200 mil pontos, após o resultado do 1º turno. Dólar caiu 4,12%, a R$ 5,00.
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O Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, fechou esta segunda-feira (5) aos 206.911,89 pontos, em alta de 7,70%. Foi a primeira vez que o índice terminou um pregão acima dos 200 mil pontos, no primeiro dia de negociação após o 1º turno das eleições presidenciais.
Segundo o Money Times, a máxima do dia chegou a 209.605,70 pontos, avanço de 9,10% no melhor momento, e o resultado representa a maior alta diária desde 2020. O jornal O Tempo informou que a mínima da sessão foi de 192.137 pontos e que o giro financeiro somou R$ 103,3 bilhões.
De acordo com o Money Times, o movimento foi chamado de "trade Flávio" por operadores: o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) terminou o 1º turno cerca de dois pontos percentuais à frente do presidente Lula (PT), o que gerou euforia entre investidores. O InfoMoney também apontou as eleições como principal motor da alta.
Ainda segundo o Money Times, o JPMorgan elevou a recomendação para ações brasileiras a "overweight" (acima da média do mercado), citando a possibilidade de melhora fiscal e de juros mais baixos em um eventual governo Bolsonaro.
Em entrevista citada pelo O Tempo, Rebecca Nossig, da Nomad, disse que a leitura do mercado melhorou as perspectivas para a trajetória da dívida pública, o que ancora a confiança em um cenário econômico mais estável a partir de 2027. Gabriel Mollo, da Daycoval, afirmou que investidores esperam um "ajuste fiscal reduzindo as relações dívida/PIB" sob um candidato de direita.
As ações da Magazine Luiza (MGLU3) lideraram os ganhos, com valorização de 24,18%. Segundo o InfoMoney, também subiram com força CSAN3 (23,79%), B3 (22,63%) e BTG Pactual (22,52%).
Na Petrobras, as ações preferenciais (PETR4) avançaram 8,19% e as ordinárias (PETR3), 6,68%. De acordo com o Money Times, a estatal atingiu valor de mercado recorde de R$ 751 bilhões.
Entre as maiores quedas estiveram a Suzano (SUZB3), com recuo de 5,39%, e a Embraer (EMBJ3), com baixa de 3,31%, segundo o InfoMoney. O Money Times atribuiu o recuo da Suzano ao enfraquecimento do dólar, que prejudica exportadoras.
No câmbio, o dólar à vista fechou a R$ 5,0018, queda de 4,12%, segundo o Money Times. O InfoMoney registrou a cotação de R$ 5,001 e mínima do dia de R$ 4,953. Os juros futuros (DI) também recuaram em toda a curva.
Em Nova York, o Nasdaq subiu 1,01%, a 27.466,628 pontos, nova máxima nominal, enquanto o S&P 500 avançou 0,65% e o Dow Jones, 0,18%, de acordo com o Money Times.
A disputa presidencial será decidida no 2º turno, marcado para 25 de outubro, entre Lula e Flávio Bolsonaro. A volatilidade do mercado tende a seguir ligada às pesquisas e ao noticiário eleitoral nas próximas semanas.
Esta matéria não constitui recomendação de investimento.
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