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Ibovespa bate recorde aos 209 mil pontos; dólar fica abaixo de R$ 5

Índice fechou a sexta (9/10) em alta de 1,38%, maior patamar da história. Dólar recuou e terminou perto de R$ 4,98 com o mercado de olho nas pesquisas do 2º turno.

Redação Apuramos

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Alexander Grey/Unsplash — imagem ilustrativa
Alexander Grey/Unsplash — imagem ilustrativa

O Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, fechou a sexta-feira (9/10) em alta de 1,38%, aos 209.066,90 pontos, o maior fechamento da história. O dólar comercial, por sua vez, caiu e terminou o dia abaixo de R$ 5, perto de R$ 4,98. A informação é do Suno, que também registrou nova máxima intradiária do índice, de 209.713,45 pontos.

Esta matéria atualiza o fechamento de quinta-feira (8/10), quando o índice havia terminado em 206.220,24 pontos.

Segundo o Suno, o giro financeiro do pregão foi de R$ 56,5 bilhões. O índice acumula alta de 12,20% em outubro e de 29,75% no ano. Na semana, o Suno aponta valorização de 8,82%, a mais forte de 2026; outro levantamento, citado pela Forbes Brasil, calcula ganho semanal maior por considerar a base de comparação posterior ao primeiro turno.

Dólar abaixo de R$ 5

Conforme a Forbes Brasil, a moeda americana fechou em queda de 0,76%, a R$ 4,9856, com mínima do dia em R$ 4,9765. No ano, a divisa acumula queda de 9,17%. A Forbes também aponta que o dólar se enfraqueceu frente a outras moedas de países emergentes, como o peso colombiano, o rand sul-africano e o peso chileno.

O que explica a alta

De acordo com a Forbes Brasil, o movimento reflete a leitura do mercado sobre as pesquisas eleitorais do segundo turno entre Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL), que aumentaram as apostas em uma mudança de política econômica a partir de 2027. A queda dos juros futuros, que reduziu o prêmio de risco exigido pelos investidores, e a entrada de capital estrangeiro também ajudaram.

"O trade eleitoral invadiu o mercado", disse Felipe Sant'Anna, da Axia Investing, à Forbes. Ele também afirmou que não vê cenário realista para a bolsa se manter nesse nível. Já Marcos Praça, da Zero Markets Brasil, avalia que, após os ganhos recentes, realização de lucros e maior volatilidade são mais prováveis, sobretudo nos setores que lideraram a alta.

Inflação não pesou

O IPCA de setembro, de 0,82%, veio acima do esperado e elevou a inflação em 12 meses a 4,58%, acima do teto da meta. Segundo o Suno, o mercado deu mais peso às expectativas eleitorais do que ao dado. Analistas ouvidos pela Forbes dizem que o número pode dificultar cortes da Selic pelo Banco Central.

Destaques do pregão

Entre as maiores altas, segundo o Suno, estiveram MRV (MRVE3), com +21,62%, Magazine Luiza (MGLU3), com +19,22%, e Lojas Renner (LREN3), com +11,56%. Entre os bancos, Itaú (ITUB4) subiu 2,27% e Banco do Brasil (BBAS3), 1,57%. Petrobras (PETR4) avançou 0,94% e Vale (VALE3), 0,38%. Nas quedas, Vivo (VIVT3) recuou 5,25% e TIM (TIMS3), 4,18%.

Em Nova York, o S&P 500 subiu 0,59%, o Dow Jones, 0,83%, e o Nasdaq, 0,64%, conforme o Suno.

Próxima sessão

A B3 não funciona na segunda-feira (12/10), feriado de Nossa Senhora Aparecida. O próximo pregão será na terça-feira (13/10).

Fontes consultadas nesta apuração

  • ibovespa
  • dólar
  • bolsa de valores
  • recorde
  • eleições 2026
  • mercado financeiro

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