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Prévia do PIB (IBC-Br) cai 0,6% em junho; dólar recua a R$ 5,21

Índice de Atividade Econômica do Banco Central fechou o segundo trimestre com alta de apenas 0,2%, o pior resultado desde 2025. No mesmo dia, o Focus manteve o IPCA de 2026 em 5,02%.

Redação Apuramos

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Daniel Dan/Unsplash — imagem ilustrativa
Daniel Dan/Unsplash — imagem ilustrativa

A prévia do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro caiu 0,6% em junho na comparação com maio, informou o Banco Central nesta segunda-feira (17). O resultado do Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) reforça o cenário de desaceleração da economia e chega no mesmo dia em que o Boletim Focus manteve a projeção de inflação para 2026 acima do teto da meta.

Segundo o Metrópoles, a queda de junho foi puxada pela indústria, que recuou 1,4%, e pelos serviços, com baixa de 0,5%. A agropecuária foi o único setor no azul, com alta de 1%. Em maio, o indicador havia avançado 0,1%.

Na comparação com junho do ano passado, o IBC-Br subiu 2,4%. No acumulado do ano e também em 12 meses, o avanço é de 1,5%.

Segundo trimestre é o pior desde 2025

O dado fecha o segundo trimestre com crescimento de apenas 0,2%, bem abaixo do 1,3% registrado nos três primeiros meses do ano. É o pior desempenho trimestral desde o terceiro trimestre de 2025, quando houve retração de 0,5%, conforme o Metrópoles.

Todos os números são calculados com ajuste sazonal, o que permite comparar períodos diferentes. O IBC-Br reúne estimativas para agropecuária, indústria e serviços e é uma das ferramentas usadas pelo Banco Central para calibrar a taxa básica de juros, a Selic. Por isso é tratado no mercado como uma prévia do PIB, embora não substitua o cálculo oficial, feito pelo IBGE.

Dólar abre a semana em queda

No câmbio, o dólar começou a semana em baixa. De acordo com a CNN Brasil, às 9h37 desta segunda a moeda à vista caía 0,12%, a R$ 5,2159 na venda, acompanhando o enfraquecimento do dólar no exterior enquanto os investidores digeriam o IBC-Br. Na sexta-feira (14), a divisa havia encerrado a semana em R$ 5,2213, com alta de 0,61%.

Ainda segundo a CNN Brasil, o Banco Central realizou nesta segunda dois leilões de venda de dólares com compromisso de recompra, no valor total de até US$ 1 bilhão.

Focus mantém inflação em 5,02%

Também nesta segunda, o Boletim Focus — pesquisa semanal do Banco Central com analistas do mercado — manteve em 5,02% a projeção para o IPCA de 2026, informou o Suno Notícias. A estimativa está 0,52 ponto percentual acima da meta perseguida pelo BC, de 4,50%, e interrompe uma sequência de seis semanas de queda. Um mês antes, a mediana era de 5,15%.

Para 2027, a projeção de inflação subiu de 4,22% para 4,24%. Já a estimativa de crescimento do PIB em 2026 seguiu em 1,98%, enquanto a de 2027 caiu de 1,52% para 1,50% — a quarta redução seguida.

A projeção para o dólar no fim deste ano permaneceu em R$ 5,20 pela nona semana consecutiva. Para a Selic no fim de 2026, o mercado segue apostando em 13,75% ao ano.

O que isso significa para os juros

A taxa básica está hoje em 14% ao ano. Na reunião de 4 e 5 de agosto, o Copom (Comitê de Política Monetária) promoveu o quarto corte consecutivo de 0,25 ponto percentual, por decisão unânime do colegiado presidido por Gabriel Galípolo, conforme análise da Remessa Online.

O comunicado, porém, veio com tom mais duro. O comitê classificou os riscos inflacionários como assimétricos para cima, afirmou monitorar com atenção a desancoragem das expectativas de inflação para prazos mais longos e não sinalizou o que fará na reunião de setembro.

Uma atividade mais fraca costuma abrir espaço para cortes de juros. Mas, com a inflação projetada acima do teto da meta e as expectativas ainda desancoradas, o Banco Central tem indicado que pretende manter a política monetária restritiva por mais tempo, o que deixa setembro em aberto.

As projeções para o PIB de 2026 também seguem divergentes. Enquanto o mercado espera 1,98%, o governo trabalha com 2,3%, o próprio Banco Central estima 2% e o Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) projeta 1,6%, conforme o Metrópoles.

Fontes consultadas nesta apuração

  • IBC-Br
  • PIB
  • Banco Central
  • dólar
  • Boletim Focus
  • Selic
  • economia

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