Zidane é anunciado técnico da França com contrato até 2030
Federação Francesa oficializa "Zizou" como sucessor de Didier Deschamps, que deixou o cargo após 14 anos; estreia será em 25 de setembro, contra a Turquia, pela Liga das Nações
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Federação Francesa oficializa "Zizou" como sucessor de Didier Deschamps, que deixou o cargo após 14 anos; estreia será em 25 de setembro, contra a Turquia, pela Liga das Nações
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A Federação Francesa de Futebol (FFF) oficializou nesta terça-feira (28) Zinédine Zidane como novo técnico da seleção da França. O contrato do treinador de 54 anos vale por quatro anos, até a Copa do Mundo de 2030. O anúncio foi feito pelo presidente da entidade, Philippe Diallo, em apresentação na sede da FFF, e encerra a novela sobre a sucessão de Didier Deschamps, que deixou o comando dos Bleus depois de 14 anos e de um quarto lugar na Copa de 2026.
— É um momento excepcional. Há quase 14 anos a Federação não tinha uma mudança como esta. Zinédine Zidane é uma lenda do futebol francês e manifestava há muitos anos o sonho de treinar a seleção francesa — afirmou Diallo na coletiva, segundo o Lance!.
Em sua primeira entrevista no cargo, Zidane disse que rejeitou seguidas ofertas de clubes enquanto esperava pela seleção. "Recebi propostas durante quatro ou cinco anos para assumir clubes e recusei todas em prol da seleção francesa. Era a única coisa que queria fazer", declarou o treinador, em falas reproduzidas pelo Lance!.
Zidane não comandava uma equipe desde a temporada 2020/21, quando encerrou sua segunda passagem pelo Real Madrid — único clube que dirigiu na carreira, com três Liga dos Campeões consecutivas (2016 a 2018), dois títulos espanhóis e dois Mundiais de Clubes, como lembra o jornal português Record. "Não fiquei parado. Assisti a muitos jogos, até mais do que quando treinava o Real Madrid", garantiu.
Deschamps encerra um ciclo iniciado em 2012, no qual a França foi campeã do mundo em 2018, venceu a Liga das Nações de 2020/21 e ficou com o vice na Copa de 2022 e na Eurocopa de 2016. Na Copa de 2026, encerrada há pouco mais de uma semana com título da Espanha, a equipe terminou em quarto. "Didier conduziu a seleção francesa ao topo durante 14 anos. Recuperou a imagem da equipe e devolveu grandes resultados esportivos", disse Diallo.
O retorno de Zidane ao ambiente da seleção tem carga simbólica: como jogador, ele se despediu dos Bleus há exatos 20 anos, expulso na final do Mundial de 2006 após a cabeçada em Marco Materazzi, observa o Record. Pela França, foi campeão mundial em 1998 e da Eurocopa em 2000.
Questionado sobre Kylian Mbappé, principal estrela da equipe, Zidane afirmou que ainda não conversou com o atacante. "O mais importante agora é que ele descanse depois de uma temporada longa. Teremos oportunidade de conversar em setembro, assim como com os demais jogadores", disse. O novo técnico também avisou que não pretende imitar o antecessor: "Didier Deschamps é Didier Deschamps. Zizou é Zizou".
A estreia está marcada para 25 de setembro, contra a Turquia, pela Liga das Nações, segundo o Record e a CNN Portugal.
A oficialização de Zidane abriu uma terça-feira de mexidas nas seleções europeias: horas depois, a Itália anunciou Roberto Mancini como novo técnico, em meio à crise aberta pela saída de Maldini e Leonardo da federação italiana, apurou o Record.
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