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CNBB nega fake news sobre Nossa Senhora e rebate Flávio

Entidade diz que não produziu, autorizou nem divulgou informações falsas. Flávio Bolsonaro chamou a nota de "esclarecedora" e manteve críticas ao PT.

Redação Apuramos

Publicado em

Ramon Buçard/Unsplash — imagem ilustrativa
Ramon Buçard/Unsplash — imagem ilustrativa

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) divulgou nota em que nega ter produzido, autorizado ou participado da divulgação de informações falsas no processo eleitoral. O texto foi publicado depois que o candidato do PL à Presidência, Flávio Bolsonaro, acusou pessoas ligadas à entidade de ajudar a espalhar o boato de que ele pretenderia tirar de Nossa Senhora Aparecida o título de padroeira do Brasil.

Segundo a CNN Brasil, a nota afirma que a CNBB "não produziu, autorizou ou participou da elaboração ou divulgação de informações falsas" relacionadas ao tema. De acordo com o Poder360, o documento é do dia 27 de setembro e reforça a neutralidade partidária da instituição.

O que disse Flávio

Em ato em São Paulo, na segunda-feira (28), Flávio afirmou que esperava a nota e a considerou "muito boa" e "esclarecedora". Segundo a CNN Brasil, ele classificou o boato como "uma grande mentira" e atribuiu a disseminação ao PT. O candidato também disse que o conteúdo foi compartilhado por Janja, Simone Tebet e "toda a esquerda".

O Poder360 informa que, na entrevista no Mercado Municipal de São Paulo, Flávio agradeceu à CNBB pelo posicionamento, mas manteve as críticas a Lula e a apoiadores do presidente por terem compartilhado a informação falsa.

A resposta da entidade

Segundo a IstoÉ, a CNBB reforçou que "a mentira não se combate com outra mentira" e negou integrar "qualquer estrutura político-partidária ou candidatura". A entidade também afirmou, conforme o Poder360, que acusações sem comprovação prejudicam injustamente a instituição.

De onde veio o boato

De acordo com o Poder360, a versão falsa circulou depois de uma exibição da GloboNews em 24 de setembro, que foi corrigida em seguida. A IstoÉ registra que a informação se espalhou rapidamente nas redes sociais. As duas publicações apontam que a história era falsa.

A CNN Brasil lembra que o boato tem como base uma fala de Flávio em agosto, quando ele disse que, "quando eu for presidente, um dos meus primeiros atos será decretar que o Brasil é do Senhor Jesus Cristo". Também citou um projeto de lei antigo, o PL 2.623/2007, de autoria do então deputado Victório Galli, que propunha trocar "padroeira do Brasil" por "padroeira dos brasileiros católicos apostólicos romanos". O texto foi arquivado.

Disputa chegou à Justiça

Segundo o Poder360, o ministro do TSE André Mendonça mandou remover mais de mil publicações sobre o assunto, incluindo conteúdo do humorista Antônio Tabet. No domingo (27), o ministro do STF Flávio Dino reverteu a decisão, com o argumento de que a postagem não citava Flávio diretamente, e levou o caso à análise do plenário.

Ainda de acordo com o Poder360, a defesa de Flávio recorreu ao ministro Luiz Fux na segunda (28) para restabelecer o bloqueio. O presidente do STF, Edson Fachin, convocou reuniões institucionais para esclarecer a competência de cada tribunal.

Religião no voto

O episódio ocorre em um eleitorado dividido por religião. Segundo a IstoÉ, pesquisa Datafolha mostra que católicos preferem Lula por 45% a 33%, enquanto evangélicos preferem Bolsonaro por 47% a 27%.

O Apuramos segue acompanhando o caso e as decisões do STF e do TSE.

Fontes consultadas nesta apuração

  • CNBB
  • Flávio Bolsonaro
  • Nossa Senhora Aparecida
  • eleições 2026
  • fake news
  • STF
  • TSE

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