Debate na Globo: Tarcísio e Haddad trocam acusações sobre PCC
Último encontro antes do 1º turno, marcado para 4 de outubro, teve embates sobre segurança, privatizações e saúde.
Redação Apuramos
Publicado em
Último encontro antes do 1º turno, marcado para 4 de outubro, teve embates sobre segurança, privatizações e saúde.
Redação Apuramos
Publicado em
O governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) e o ex-ministro Fernando Haddad (PT) trocaram acusações envolvendo o crime organizado e divergiram sobre privatizações e saúde no debate da TV Globo para o governo de São Paulo, realizado na noite de terça-feira (29). O encontro foi o último antes do primeiro turno, marcado para 4 de outubro.
Segundo a CNN Brasil, o debate começou às 22h15 e foi dividido em quatro blocos de 20 minutos. O primeiro e o terceiro tiveram temas pré-definidos, escolhidos entre seis áreas temáticas, com cada candidato ligando o assunto a uma região do estado. No segundo e no quarto, o debate foi livre, com 10 minutos para cada um. Ao final, cada candidato teve sete minutos de entrevista coletiva. Foram convidados apenas candidatos de partidos e federações com ao menos cinco parlamentares no Congresso.
Acusações sobre o crime organizado
De acordo com o Terra, que resumiu o debate em cinco pontos, os dois candidatos trocaram acusações ligadas ao crime organizado. Haddad questionou o contrato de Tarcísio com o Instituto Conhecer Brasil. Tarcísio, por sua vez, associou Haddad a uma mulher que caracterizou como traficante, presente em um evento na Favela do Moinho.
Privatizações e saúde
Ainda conforme o Terra, Haddad criticou as privatizações do governo estadual. "Vocês privatizaram tudo. Entregaram a CPTM para gente que não entende de trem", disse, prometendo interromper novas concessões.
Na saúde, Haddad apontou as filas do SUS em São Paulo e afirmou que a melhora no estado foi de 32%, contra 42% no país. Tarcísio respondeu destacando a criação da Mesa SP do SUS e a abertura de novos leitos.
Na educação, o governador rebateu críticas ao questionar por que o estado recebeu neste ano o selo de ouro do MEC, caso o ensino "não esteja funcionando", segundo o relato do Terra.
Padrinhos nacionais
Os dois também citaram seus aliados nacionais. Haddad mencionou a gestão da pandemia no governo federal de Jair Bolsonaro, enquanto Tarcísio afirmou que o governo Lula contribui menos com a saúde paulista.
O que dizem as pesquisas
Na última pesquisa Quaest divulgada, em 23 de setembro, contratada pela Globo, Tarcísio tinha 44% das intenções de voto no primeiro turno, contra 27% de Haddad. Em simulação de segundo turno, o governador aparecia com 49% e o ex-ministro com 30%. A pesquisa ouviu 1.800 eleitores entre 19 e 22 de setembro, com margem de erro de 2 pontos percentuais, segundo a Gazeta do Povo.
O primeiro turno das eleições ocorre no domingo, 4 de outubro.
Atualização: a campanha do presidente comunicou que ele não participará do encontro de quinta-feira (1º/10), o último antes do primeiro turno. A emissora prevê cadeira vazia com o nome do ausente.
Entidade diz que não produziu, autorizou nem divulgou informações falsas. Flávio Bolsonaro chamou a nota de "esclarecedora" e manteve críticas ao PT.
Último debate antes do 1º turno será quinta (1º), às 21h30. Aliados de Lula veem "chance zero", mas o PT diz que depende do formato.