Tarcísio e Haddad trocam ataques no 1º debate do governo de SP
Encontro na Band neste domingo (9/8) opôs números de segurança, feminicídios, Ideb e a relação dos dois candidatos com Lula e Bolsonaro
Redação Apuramos
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Encontro na Band neste domingo (9/8) opôs números de segurança, feminicídios, Ideb e a relação dos dois candidatos com Lula e Bolsonaro
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O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), e o ex-ministro da Fazenda Fernando Haddad (PT) se enfrentaram na noite deste domingo (9/8) no primeiro debate televisivo da disputa pelo governo paulista em 2026. O encontro começou às 20h nos estúdios do Grupo Bandeirantes, em São Paulo, com mediação de Rodolfo Schneider, e reuniu apenas os dois candidatos — os demais concorrentes não atingem o critério de representação mínima no Congresso exigido pela emissora, segundo a Revista Oeste.
Adversários no segundo turno de 2022, os dois voltaram a se enfrentar diante das câmeras quase quatro anos depois. Desde os primeiros minutos, Haddad concentrou fogo no balanço dos quatro anos de gestão estadual, enquanto Tarcísio defendeu seus números e tentou colar o petista ao governo Lula, conforme registraram o Metrópoles e o portal Terra.
O tema mais tenso foi a segurança pública. Haddad questionou o aumento de crimes contra a mulher e de crimes raciais no estado e afirmou que os feminicídios subiram em São Paulo enquanto caíram no Brasil. Também disse haver infiltração do Comando Vermelho pelo Vale do Paraíba e no interior, sustentou que existem comandantes da polícia vinculados ao crime organizado e criticou decisões do ex-secretário Guilherme Derrite. "Acho que você deve uma satisfação pelas escolhas", disse ao adversário, segundo o Terra.
Tarcísio respondeu que São Paulo registra os menores indicadores de homicídios, roubos e latrocínios desde o início da série histórica, em 2001, e citou operações contra o crime organizado nos setores de combustíveis e transportes, além de prometer mais tecnologia na área. O governador afirmou ainda que o índice de violência doméstica no estado é menor que a média nacional e relatou a ampliação das Delegacias da Mulher. "Estamos buscando os agressores", declarou. Também lembrou que a Operação Carbono Oculto, descrita por ele como a maior ação contra o crime organizado da história do país, começou em São Paulo.
A pergunta de abertura tratou de como tornar São Paulo referência em educação. Tarcísio, que abriu o debate por sorteio, destacou avanços no ensino técnico e prometeu ensino de tecnologia e inteligência artificial. Haddad afirmou que outros estados ultrapassaram São Paulo no ranking de qualidade do ensino médio e criticou a adoção do Centro de Mídias.
Em seguida, Tarcísio levou o embate para a Cracolândia e cobrou o programa Braços Abertos, criado por Haddad quando prefeito da capital, entre 2013 e 2016. O petista disse que o programa não tinha meios de enfrentar o crime organizado, mas reduziu o número de usuários de drogas, e devolveu a crítica: "Você tem dificuldade em admitir o mérito do outro".
Haddad afirmou que Tarcísio deveria responder por improbidade administrativa por supostos atrasos na adesão ao Propag, o programa de renegociação das dívidas dos estados, e calculou perda de cerca de R$ 1 bilhão por mês. O governador rebateu dizendo que demorou por discordar das condições do programa e questionou quais estados aderiram de imediato.
O petista também acusou o governo Bolsonaro de dar "calote" em São Paulo e disse que Eduardo Bolsonaro indicou secretários à gestão estadual — o que Tarcísio negou, afirmando que a equipe foi montada por critérios técnicos. O governador agradeceu a Jair Bolsonaro por lhe abrir as portas na política. Haddad, por sua vez, sustentou que o governo Lula liberou quatro vezes mais recursos a São Paulo do que a gestão anterior.
No bloco de perguntas dos jornalistas, Tarcísio garantiu que o túnel Santos–Guarujá sairá do papel em cooperação entre estado, União e iniciativa privada, e agradeceu ao BNDES. Sobre o tarifaço dos Estados Unidos, Haddad acusou os norte-americanos de agir por interesses ideológicos e disse que o governo federal abriu novos mercados; Tarcísio afirmou que as tarifas prejudicam a indústria e o setor madeireiro paulistas e citou linhas de crédito criadas por seu governo.
Levantamento do Paraná Pesquisas divulgado em 29 de julho apontou Tarcísio com 48,5% das intenções de voto e Haddad com 35,1%, cenário que indicaria vitória em primeiro turno; pesquisa Quaest da mesma data apresentou quadro semelhante, segundo o Poder360. Em 2022, Tarcísio venceu o segundo turno com 55,27% dos votos válidos, contra 44,73% do petista.
O debate paulista abriu a temporada de confrontos na TV aberta — a Band promoveu encontros simultâneos em 12 estados e no Distrito Federal neste domingo. O debate presidencial da emissora está marcado para 23 de agosto.
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