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Doação de sangue: novas regras para tatuagem e maiores de 70

Portaria do Ministério da Saúde reduz prazos de espera e permite que doadores habituais continuem doando após os 70 anos. Veja o que muda.

Redação Apuramos

Publicado em

Priscilla Du Preez/Unsplash — imagem ilustrativa
Priscilla Du Preez/Unsplash — imagem ilustrativa

As regras para doação de sangue no Brasil mudaram. A Portaria GM/MS nº 11.685/2026, do Ministério da Saúde, reduziu prazos de espera após procedimentos como tatuagem e endoscopia e acabou com o limite fixo de idade para doadores habituais. O assunto segue entre os mais buscados na área da saúde nesta quarta-feira (7).

Segundo o Poder360, a norma foi divulgada no fim de setembro e já está valendo. A Band também informa que os novos critérios entraram em vigor no início de outubro.

O que muda para quem tem mais de 70 anos

De acordo com o Poder360, doadores habituais poderão continuar doando depois dos 70 anos, desde que sejam considerados aptos em avaliação médica anual. Antes, havia um limite máximo fixo de idade.

Tatuagem, piercing e procedimentos

Segundo a Band, quem fez tatuagem ou procedimento estético pode doar após 7 dias, caso o estabelecimento tenha alvará sanitário regularizado. Se não for possível comprovar a regularização, o prazo é de 4 meses.

Para piercing na boca ou na região genital, a espera é de 4 meses após a retirada, conforme as duas publicações.

Endoscopia e uso de anabolizantes sem prescrição médica também passaram a ter prazo de 4 meses. O prazo anterior era de 6 meses, segundo a Band.

Outras mudanças

O Poder360 detalha outras alterações:

  • Cirurgia bariátrica: doação liberada após 6 meses, com peso estabilizado.
  • Câncer: doação permitida 5 anos após o fim do tratamento, com cura confirmada. Leucemias, linfomas, mielomas e melanoma continuam com impedimento definitivo.
  • Tuberculose: espera de 2 anos após a cura.
  • Parceiro sexual casual: prazo reduzido de 12 para 4 meses.
  • Malária: a espera para quem esteve em área endêmica caiu para 30 dias. Antes podia chegar a 1 ano, segundo a Band.

Por que os prazos puderam cair

Segundo o Poder360, o Brasil adotou de forma obrigatória o teste NAT Plus, desenvolvido por Bio-Manguinhos/Fiocruz. O exame detecta HIV, hepatites B e C e o parasita da malária. Segundo o Metrópoles, a tecnologia de biologia molecular, somada à triagem molecular para doença de Chagas, permite identificar infecções mais cedo e reduz a chamada janela imunológica.

Quem pode doar

Os requisitos básicos não mudaram, segundo o Metrópoles: peso mínimo de 50 kg, bom estado geral de saúde e aprovação na triagem feita antes da doação. Quem tiver dúvida sobre a própria situação deve procurar o hemocentro mais próximo.

Fontes consultadas nesta apuração

  • doação de sangue
  • Ministério da Saúde
  • tatuagem
  • hemocentro
  • portaria 11.685
  • saúde

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