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Dólar fecha abaixo de R$ 5; Ibovespa realiza lucros (6/10)

Moeda americana encerra a R$ 4,9745, menor valor desde maio. Bolsa recua 0,52% e fecha a 205,8 mil pontos após rali histórico.

Redação Apuramos

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Alexander Grey/Unsplash — imagem ilustrativa
Alexander Grey/Unsplash — imagem ilustrativa

O dólar fechou a terça-feira (6) abaixo de R$ 5 pela primeira vez desde maio, enquanto o Ibovespa devolveu parte da alta histórica da véspera e encerrou o pregão a 205.835,29 pontos.

Segundo a CNN Brasil, a moeda americana recuou 0,55% e fechou cotada a R$ 4,9745 no mercado à vista. Os contratos futuros de novembro terminaram a R$ 4,9995, queda de 0,51%.

De acordo com O Povo, a cotação é a menor desde 12 de maio, quando a moeda fechou a R$ 4,895. Na mínima do dia, às 10h11, o dólar chegou a R$ 4,945, com recuo de 1,14%. No ano, a moeda acumula queda de 9,37%.

O que puxou o câmbio

Ainda conforme O Povo, o real se fortaleceu após o resultado do primeiro turno das eleições. A reportagem registra que investidores avaliam que uma eventual mudança de governo poderia reduzir o prêmio de risco dos ativos brasileiros. O cenário externo também ajudou: o dólar se enfraqueceu frente a outras moedas de países emergentes, como o peso mexicano e o rand sul-africano.

Bolsa realiza lucros

O Ibovespa caiu 0,52% (queda de 1.076,60 pontos), segundo o Suno, e oscilou entre a mínima de 204.725,23 pontos e a máxima de 209.522,60 pontos, de acordo com a CNN Brasil. O volume financeiro foi de R$ 53,7 bilhões.

O recuo veio depois da disparada da segunda-feira (5), quando o índice subiu cerca de 7,7% e renovou recordes. Mesmo com a queda desta terça, o Ibovespa acumula alta de 10,46% em outubro e de 27,75% em 2026, segundo O Povo.

"Depois de uma valorização tão forte em um único dia, é natural ver realização de lucros e bastante volatilidade", disse Leonardo Mendes, economista da Manchester Investimentos, à CNN Brasil.

Gabriel Magno, da AW Capital, afirmou ao Suno que se trata de uma "realização normal de lucros após uma sessão extraordinária" e citou a entrada de capital estrangeiro como fator de apoio ao real. Rebecca Nossig, da Nomad, avaliou que a realização "não compromete o viés otimista instalado no mercado".

Quem subiu e quem caiu

Segundo o Suno, as maiores quedas do índice foram Banco do Brasil (BBAS3), com -6,42%, Axia Energia (AXIA3), com -3,10%, Petrobras (PETR4), com -2,78%, Magazine Luiza (MGLU3), com -2,22%, e Vale (VALE3), com -1,44%.

Entre as maiores altas, estiveram Bradesco (BBDC4), com +4,40%, Santander (SANB11), com +3,23%, e Itaú Unibanco (ITUB4), com +1,96%.

Petróleo e Wall Street

O petróleo ficou relativamente estável, mesmo com as tensões no Oriente Médio. O Brent fechou a US$ 100,58 (+0,26%) e o WTI, a US$ 89,44 (+0,01%), segundo O Povo.

Em Nova York, os principais índices fecharam em alta, segundo o Suno: o S&P 500 subiu 0,58%, aos 7.818,95 pontos, e o Nasdaq avançou 0,45%, aos 27.599,79 pontos, ambos em níveis recordes. O Dow Jones ganhou 0,49%, aos 51.521,04 pontos.

Projeções

A CNN Brasil informa que o Itaú BBA projeta alvos de 220 mil pontos para o Ibovespa no curto prazo e de 245 mil no médio prazo. A reportagem também menciona que profissionais do mercado consideram improvável uma reviravolta a favor de Lula no segundo turno, marcado para 25 de outubro.

Esta matéria é uma atualização da cobertura de câmbio e Bolsa publicada pelo Apuramos nesta semana. As informações não constituem recomendação de investimento.

Fontes consultadas nesta apuração

  • dólar
  • ibovespa
  • câmbio
  • bolsa de valores
  • economia
  • eleições 2026

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