O dólar comercial fechou em queda de 0,86% nesta terça-feira (8), cotado a R$ 5,086, enquanto o Ibovespa subiu 1,20% e voltou aos 187 mil pontos. O movimento foi puxado por uma nova pesquisa eleitoral que mostrou disputa apertada pela Presidência e pela melhora na recomendação do Bank of America para ações brasileiras.
Segundo o Suno Notícias, o principal índice da B3 encerrou o pregão aos 187.367 pontos, depois de chegar a 189.488 pontos na máxima do dia. Na sexta-feira (4), o Ibovespa havia fechado praticamente estável, aos 185.147 pontos.
No câmbio, a moeda americana devolveu a alta de 0,50% da sessão anterior, quando havia terminado a R$ 5,1296, de acordo com o InfoMoney. Ainda pela manhã, o Banco Central realizou leilão de 50 mil contratos de swap cambial para rolagem do vencimento de 1º de outubro.
Pesquisa reacende o "trade eleitoral"
O gatilho da sessão veio da corrida presidencial. A pesquisa BTG/Nexus divulgada nesta terça mostra o senador Flávio Bolsonaro (PL) com 46% das intenções de voto contra 45% do presidente Lula (PT) em um eventual segundo turno, segundo a Exame. A diferença está dentro da margem de erro de dois pontos percentuais e configura empate técnico.
Na rodada anterior, divulgada em 31 de agosto, o quadro era inverso: Lula tinha 46% e Flávio, 45%. No primeiro turno, o presidente lidera com 39%, contra 35% do senador, que subiu dois pontos em uma semana. O levantamento ouviu 2.002 eleitores por telefone entre 4 e 7 de setembro e está registrado no TSE sob o protocolo BR-06790/2026.
Para o mercado, o resultado alimentou apostas em uma mudança na condução da política econômica e reduziu o prêmio de risco cobrado dos ativos brasileiros, conforme relatou o Suno Notícias. Foi a primeira pesquisa após a crise no Supremo Tribunal Federal, que nesta terça teve novo capítulo com o afastamento do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, por decisão do ministro André Mendonça.
Bank of America eleva ações brasileiras
Outro impulso veio de fora. O Bank of America elevou a recomendação para ações brasileiras de neutra para "overweight" (acima da média do mercado), segundo o Suno Notícias. O banco vê espaço para um ciclo mais profundo de cortes da Selic diante da desaceleração da atividade e de uma inflação mais baixa.
Petrobras e bancos puxam a alta
Entre as blue chips, Petrobras ON (PETR3) avançou 2,36% e Petrobras PN (PETR4) subiu 2,08%, sustentadas também pelo petróleo. O Brent voltou a se aproximar de US$ 100 o barril depois de ataques dos houthis do Iêmen a instalações de energia na Arábia Saudita, segundo o InfoMoney. Vale (VALE3) ganhou 0,51%.
Os bancos subiram em bloco: BTG Pactual (BPAC11) teve alta de 2,18%, Bradesco (BBDC4) de 1,79%, Itaú Unibanco (ITUB4) de 1,22% e Banco do Brasil (BBAS3) de 0,36%.
As maiores altas do índice foram Cemig (CMIG4), +4,17%; MRV (MRVE3), +4,14%; Yduqs (YDUQ3), +3,84%; Localiza (RENT3), +3,63%; e Prio (PRIO3), +3,57%. Na ponta negativa, Motiva (MOTV3) caiu 2,98%, Azzas 2154 (AZZA3) recuou 2,83% e Minerva (BEEF3) perdeu 2,53%.
Wall Street cai com petróleo e juros
O Ibovespa descolou de Nova York. O Dow Jones caiu 1,18%, aos 52.786 pontos; o S&P 500 recuou 0,58%, aos 7.673 pontos; e o Nasdaq cedeu 0,32%, aos 26.421 pontos, segundo o Suno Notícias.
O petróleo mais caro reforça o temor de inflação nos Estados Unidos às vésperas dos dados de preços ao consumidor desta semana, os últimos antes da reunião do Federal Reserve em 15 e 16 de setembro. De acordo com o InfoMoney, investidores precificam cerca de 60% de probabilidade de alta de juros pelo Fed neste mês, depois que o relatório de empregos de sexta-feira veio acima do esperado.
No Brasil, o Boletim Focus desta terça trouxe leve recuo da projeção do IPCA de 2026, de 5,01% para 5,00%, ainda acima do teto da meta de 4,5%, enquanto a mediana para os 12 meses à frente subiu de 4,53% para 4,60%.