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Fim da escala 6x1: Senado vota PEC hoje (14/10); veja o que muda

Proposta troca a 6x1 pela 5x2 e reduz a jornada de 44 para 40 horas semanais, sem corte de salário. Votação em 1º turno está prevista para esta quarta-feira.

Redação Apuramos

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Ramon Buçard/Unsplash — imagem ilustrativa
Ramon Buçard/Unsplash — imagem ilustrativa

O Senado deve votar nesta quarta-feira (14) em primeiro turno a PEC que acaba com a escala de trabalho 6x1. A votação foi anunciada pelo presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União-AP), na terça-feira (13), depois de concluídas as cinco sessões de discussão exigidas pelo Regimento Interno, segundo o Senado Notícias.

A proposta é a PEC 221/2019. Até a publicação desta matéria, o resultado da votação não havia sido divulgado.

O que a PEC prevê

Segundo a Agência Brasil, o texto institui dois dias de descanso remunerado por semana, sem redução salarial, e reduz a jornada máxima de 44 para 40 horas semanais.

A transição prevista é de 14 meses no total. Sessenta dias após a promulgação, as empresas passam à escala 5x2 com jornada máxima de 42 horas. Depois de mais 12 meses, o limite cai para 40 horas.

O texto também preserva acordos e convenções coletivas, inclusive de categorias com regimes diferenciados. Trabalhadores com diploma de ensino superior e salário de R$ 21.188,87 ou mais, mantida a escala 5x2, poderão ter a duração da jornada definida em negociação direta com o empregador, de acordo com a Agência Brasil.

Como será a votação

Por ser uma emenda constitucional, a PEC precisa de ao menos 49 dos 81 votos no Senado, em dois turnos, conforme a CNN Brasil e a Agência Brasil.

O Regimento prevê um intervalo de três sessões de discussão entre os turnos. Se for cumprido integralmente, a votação final ficaria para depois do segundo turno das eleições, em 25 de outubro, informou a CNN Brasil.

Para evitar isso, a líder do governo no Senado, Teresa Leitão (PT-PE), apresentou requerimento de calendário especial, que permitiria votar os dois turnos no mesmo dia. Alcolumbre afirmou que já há o número regimental de assinaturas para o pedido. "O Plenário é soberano e a vontade da maioria vai prevalecer", disse, segundo o Senado Notícias.

Posição da oposição

De acordo com a CNN Brasil, até a semana passada a estratégia do PL era obstruir a votação ou aprovar uma emenda que devolvesse o texto à Câmara, o que atrasaria a promulgação. Agora, senadores do partido avaliam que a PEC tem votos suficientes e defendem liberar a bancada.

O senador Flávio Bolsonaro anunciou que votará a favor, mas disse discordar do projeto e afirmou que o governo é quem pagará a conta, segundo a emissora. O líder da oposição, Rogério Marinho (PL-RN), defendia uma alternativa com pagamento por hora trabalhada, sem redução da jornada.

O presidente Lula, que tem a redução da jornada como promessa de campanha, atribuiu a mudança de posição do PL às manifestações de rua, conforme a CNN Brasil.

Próximos passos

A Câmara aprovou a PEC em dois turnos em maio. O texto chegou ao Senado em agosto e foi aprovado pela CCJ no início de setembro, segundo a Agência Brasil. Se o Senado aprovar o texto sem alteração de mérito, a proposta segue para promulgação. Qualquer mudança de mérito faria a PEC voltar à Câmara.

Esta matéria será atualizada quando houver o resultado da votação.

Fontes consultadas nesta apuração

  • escala 6x1
  • PEC 221
  • Senado
  • jornada de trabalho
  • Davi Alcolumbre
  • 5x2

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