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Flávio visita Filipe Martins e chama Moraes de “laranja podre”

Candidato do PL interrompeu a campanha neste sábado (5) para ver o ex-assessor de Bolsonaro preso em Ponta Grossa (PR). Ele anunciou que o ato de 7 de Setembro na Avenida Paulista terá o mote “Fora Lula, Fora Moraes”.

Redação Apuramos

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Ramon Buçard/Unsplash — imagem ilustrativa
Ramon Buçard/Unsplash — imagem ilustrativa

O candidato do PL à Presidência da República, Flávio Bolsonaro, interrompeu a agenda de campanha neste sábado (5) para visitar o ex-assessor Filipe Martins, preso na Cadeia Pública Hildebrando de Souza, em Ponta Grossa (PR), a cerca de 115 km de Curitiba. Ao falar com a imprensa na cidade, o senador chamou o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), de “laranja podre” dentro da Corte.

Segundo o Metrópoles, a entrada de Flávio foi autorizada pelo próprio Moraes, responsável pela execução da pena de Martins. A visita durou cerca de uma hora e meia, sob chuva, com apoiadores do lado de fora da unidade prisional.

Embora a assessoria do candidato tenha classificado o compromisso como estritamente pessoal e sem caráter eleitoral, Flávio esteve acompanhado de aliados políticos: o senador e candidato ao governo do Paraná, Sergio Moro (PL); o candidato ao Senado Filipe Barros (PL); a prefeita de Ponta Grossa, Elizabeth Schmidt; e os candidatos Rosângela Moro e Ricardo Arruda, entre outros. A informação também foi confirmada pela TMC.

Em entrevista à imprensa reproduzida pela Jovem Pan, com material do Estadão Conteúdo, Flávio afirmou que seu papel como presidente seria “resgatar a credibilidade das instituições, e não ficar protegendo pessoas”. E completou: “Porque, hoje, o Alexandre de Moraes é uma laranja podre dentro do Supremo Tribunal Federal.”

O candidato ressalvou que a magistratura brasileira “não é Alexandre de Moraes” e disse que a Corte não pode ser “contaminada” pela atuação do ministro. “Está às claras para o Brasil inteiro ver o que é o gabinete do ministro Alexandre de Moraes. É o gabinete da perseguição”, declarou.

Na mesma entrevista, Flávio criticou o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), por não pautar a abertura de processo de impeachment contra Moraes. “Já tem mais de 54 pedidos de impeachment do ministro Alexandre de Moraes parados, engavetados na presidência do Senado Federal”, afirmou. Ele também disse que o ato de 7 de Setembro, na Avenida Paulista, em São Paulo, terá o mote “Fora Lula, Fora Moraes”.

Filipe Martins foi condenado pela Primeira Turma do STF a 21 anos de prisão no processo que apurou a tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022. Segundo a acusação, ele participou da elaboração da chamada “minuta do golpe”, documento que previa medidas como a prisão de Alexandre de Moraes e a convocação de novas eleições. A condenação envolve os crimes de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, organização criminosa, dano qualificado e deterioração de patrimônio tombado.

O pano de fundo jurídico é a Lei da Dosimetria. Conforme a Agência Brasil, Moraes suspendeu em maio a aplicação da norma às execuções penais dos condenados pelos atos de 8 de janeiro de 2023, até que o Plenário do STF julgue as ações diretas de inconstitucionalidade que questionam a lei. Para a defesa, o dispositivo poderia beneficiar Martins.

O advogado Jeffrey Chiquini, que acompanhou a visita, afirmou ao Metrópoles que a presença do candidato representa um gesto em favor dos que ele chama de “presos políticos”. “Os presos políticos não estão esquecidos. É isso que representa isso hoje”, disse.

Do outro lado da disputa, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou na sexta-feira (4), em ato de campanha em Juazeiro do Norte (CE), que o adversário “se utiliza das fake news, da mentira, para tentar enganar a sociedade brasileira”, comparando a postura de Flávio à do pai, Jair Bolsonaro.

Para o feriado da Independência, Lula gravou pronunciamento em cadeia nacional de rádio e TV, autorizado pelo presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Nunes Marques. Segundo o Metrópoles, o discurso tem apelo à soberania nacional e à democracia, com a frase “não somos e não seremos colônia de ninguém”.

A visita a Ponta Grossa era a única agenda pública prevista para o fim de semana de Flávio Bolsonaro. O candidato deve retomar os compromissos de campanha na segunda-feira (7), feriado da Independência.

Fontes consultadas nesta apuração

  • flávio bolsonaro
  • filipe martins
  • alexandre de moraes
  • stf
  • eleições 2026
  • 7 de setembro
  • sergio moro

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