Apuramos.

Lemos todas as fontes. Você decide.

Sobre
Economia

Ibovespa hoje (03/09): fim da série de 11 altas; dólar a R$ 5,10

O principal índice da bolsa brasileira fechou praticamente estável, aos 185.188 pontos, pressionado por Vale e Petrobras. Em Nova York, as bolsas subiram mais de 1% com aposta em pausa nos juros do Fed.

Redação Apuramos

Publicado em

Jakub Żerdzicki/Unsplash — imagem ilustrativa
Jakub Żerdzicki/Unsplash — imagem ilustrativa

O Ibovespa interrompeu nesta quinta-feira (3) a sequência de 11 pregões consecutivos de alta. O principal índice da bolsa brasileira fechou praticamente estável, com variação de -0,01%, aos 185.188,13 pontos — o recuo mínimo bastou para encerrar a série positiva.

Segundo o Bora Investir, portal de notícias e educação financeira da B3, o índice chegou a bater 188.891,50 pontos na máxima intradiária, mas perdeu força ao longo da tarde e caiu até 184.718,36 pontos na mínima do dia. O volume financeiro negociado na B3 somou R$ 35,2 bilhões.

No câmbio, o dólar comercial cedeu 0,07% e fechou novamente em R$ 5,10, mantendo o patamar da véspera.

Commodities seguraram o índice

A realização de lucros em ações de commodities explicou boa parte do desempenho do dia. Os papéis da Vale (VALE3) caíram 2,91%, a R$ 78,45, enquanto a Petrobras (PETR4) recuou 1,33% e a PRIO (PRIO3) foi a maior baixa do índice, com queda de 4,52%, a R$ 61,50. Ainda entre as perdas apareceram Cury (CURY3), com -2,55%, e Vamos (VAMO3), com -2,31%.

Do lado positivo, a Hapvida (HAPV3) liderou os ganhos, com alta de 6,70%, a R$ 7,33, seguida pela CSN (CSNA3), que subiu 6,69%, a R$ 6,38. CSN Mineração (CMIN3), Multiplan (MULT3) e Magazine Luiza (MGLU3) completaram as cinco maiores altas do pregão.

Nova York fecha em forte alta

Enquanto a bolsa brasileira ficava de lado, os índices de Nova York tiveram um dos melhores pregões da semana. O Dow Jones subiu 1,18%, aos 53.686,11 pontos; o S&P 500 avançou 1,06%, aos 7.747,71; e o Nasdaq disparou 1,40%, aos 26.584,06 pontos, de acordo com a ADVFN.

O movimento foi puxado pelo alívio nas expectativas de juros nos Estados Unidos. A ferramenta FedWatch, do CME Group, passou a indicar probabilidade de 50,4% de o Federal Reserve elevar a taxa básica em 0,25 ponto percentual ainda neste mês — percentual bem abaixo dos 63,2% registrados na quarta-feira (2).

A mudança veio depois de o dirigente do Fed Christopher Waller afirmar, em entrevista à Reuters, que estaria "inclinado a apoiar" a manutenção dos juros na próxima reunião caso os dados das próximas duas semanas sigam mostrando sinais de desinflação. O rendimento do título do Tesouro americano de dez anos recuou 3,4 pontos-base, para 4,762%.

Payroll é o próximo teste

O mercado agora aguarda o relatório mensal de emprego dos EUA, o payroll, que será divulgado nesta sexta-feira (4). Economistas projetam criação de 55 mil vagas em agosto, após queda de 23 mil postos em julho, com a taxa de desemprego subindo de 4,1% para 4,2%.

"Dados mais fracos do mercado de trabalho poderiam fortalecer o argumento a favor da paciência, enquanto a resiliência do emprego, juntamente com uma inflação persistente, tornaria cada vez mais difícil ignorar o argumento favorável a uma postura mais agressiva", afirmou Daniela Hathorn, analista sênior de mercados da Capital.com, em comentário publicado pela ADVFN.

No mercado de petróleo, o Brent fechou a US$ 95,52 o barril, em queda de US$ 0,11, depois de superar US$ 97 no início da sessão. O WTI subiu US$ 0,29 e encerrou a US$ 91,30.

Os investidores brasileiros terão uma semana mais curta: a B3 não abrirá na próxima segunda-feira (7), feriado da Independência, e volta a operar normalmente na terça-feira (8).

Fontes consultadas nesta apuração

  • Ibovespa
  • dólar
  • B3
  • bolsa de valores
  • Fed
  • juros
  • economia

Mais de Economia