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Inflação nos EUA vai a 3,7% e pressiona Ibovespa e dólar (14/10)

O CPI americano subiu 0,6% em setembro, puxado pela gasolina, e reacendeu o temor de alta de juros nos Estados Unidos. A Bolsa brasileira oscilou e o dólar voltou a rondar R$ 5,03.

Redação Apuramos

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Alexander Grey/Unsplash — imagem ilustrativa
Alexander Grey/Unsplash — imagem ilustrativa

A inflação ao consumidor nos Estados Unidos acelerou em setembro e ficou em 3,7% no acumulado de 12 meses, informou nesta quarta-feira (14) o Departamento do Trabalho americano. No mês, o CPI avançou 0,6%, depois de alta de 0,4% em agosto. O dado deu o tom do pregão no Brasil.

Segundo a Times Brasil, que cita o Bureau de Estatísticas do Trabalho (BLS), a taxa anual passou de 3,4% em agosto para 3,7%. A gasolina foi o grande vilão: subiu 9,1% em setembro e responde por mais da metade da alta mensal do índice. Em 12 meses, o combustível acumula avanço de 34,2%.

A energia, no geral, ficou 5,2% mais cara no mês (em agosto, a alta havia sido de 2,1%) e acumula 20,4% em 12 meses, de acordo com a mesma reportagem. Já os alimentos ficaram estáveis em setembro, com alta de 2,5% no ano.

Núcleo também acelera

O núcleo da inflação, que exclui alimentos e energia, subiu 0,3% no mês e 2,6% em 12 meses, ante 2,4% em agosto. Segundo a Exame, o resultado mensal do núcleo ficou acima da expectativa do mercado, que era de 0,2%. Passagens aéreas (1,2%), carros usados (0,7%) e educação (0,6%) estiveram entre as altas do período.

Segundo o Money Times, a taxa básica de juros nos EUA está entre 3,50% e 3,75% ao ano. Antes da divulgação, a ferramenta CME FedWatch indicava 78,4% de chance de manutenção dos juros na próxima reunião do Fed e 21,6% de alta de 0,25 ponto percentual.

Segundo o InfoMoney, o dado pressionou os Treasuries e reforçou as apostas de alta de juros pelo Fed. Já o conselheiro da Casa Branca Kevin Hassett classificou o avanço como temporário, puxado pela energia.

Reflexo na Bolsa e no dólar

Pela manhã, o Ibovespa chegou a cair 1,32%, aos 204.166 pontos, por volta das 11h, segundo a Exame. Bancos lideraram as perdas: Banco do Brasil recuou 2,10%, Itaú, 1,51% e BTG Pactual, 3,38%. Analistas ouvidos pela Exame atribuíram parte do movimento à realização de lucros após o forte rali da semana anterior, somada à reavaliação de riscos políticos e fiscais.

Ao longo da tarde, o índice se recuperou. Segundo o InfoMoney, às 15h20 o Ibovespa operava em leve alta de 0,07%, perto dos 207 mil pontos. O dólar subia cerca de 0,26%, a R$ 5,034 na venda às 14h07, depois de tocar R$ 5,055 na máxima do dia.

Petróleo e Petrobras

O petróleo também influenciou o dia. Segundo o InfoMoney, o WTI para novembro fechou em alta de 1,01%, a US$ 95,09, e o Brent ficou acima de US$ 105 em meio a tensões no Estreito de Ormuz. As ações da Petrobras subiram: PETR3 ganhou 2,48% e PETR4, 1,88%, às 15h32.

O que vem pela frente

O mercado segue de olho nas pesquisas eleitorais do segundo turno. Segundo o InfoMoney, a Quaest será divulgada à noite e a Datafolha, na quinta-feira (15). Os números do Ibovespa e do dólar citados acima são parciais e podem ter mudado até o fechamento.

Fontes consultadas nesta apuração

  • inflação
  • cpi
  • estados unidos
  • fed
  • ibovespa
  • dólar
  • gasolina
  • petróleo

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