Serviços recuam 0,1% em agosto e frustram projeções (IBGE)
Segundo o IBGE, o volume do setor caiu na passagem de julho para agosto, mas segue com alta de 0,6% na comparação anual, o 29º resultado positivo seguido.
Redação Apuramos
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Segundo o IBGE, o volume do setor caiu na passagem de julho para agosto, mas segue com alta de 0,6% na comparação anual, o 29º resultado positivo seguido.
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O volume do setor de serviços no Brasil recuou 0,1% em agosto na comparação com julho, segundo a Pesquisa Mensal de Serviços (PMS) divulgada nesta quarta-feira (14) pelo IBGE. O resultado ficou abaixo do esperado pelo mercado: levantamento da Reuters, citado pelo InfoMoney, previa alta de 0,4% no mês.
Na comparação com agosto de 2025, o setor cresceu 0,6%, o 29º resultado positivo consecutivo nessa base de comparação. A projeção para a taxa anual era de alta de 1,1%.
Três das cinco atividades pesquisadas tiveram queda no mês. A maior foi a de outros serviços, que recuou 1,0%. Transportes, serviços auxiliares e correio caíram 0,2%, o mesmo resultado dos serviços profissionais, administrativos e complementares.
Na outra ponta, os serviços prestados às famílias avançaram 2,1%, segundo ganho seguido. Informação e comunicação ficou estável (0,0%). De acordo com o InfoMoney, as quedas eliminaram, total ou parcialmente, os ganhos registrados em julho.
Nos oito primeiros meses de 2026, o volume de serviços acumula alta de 1,7%. Em 12 meses, o avanço é de 2,2%, abaixo dos 2,4% registrados até julho, segundo o Poder360.
O mesmo veículo informa que o setor está 19,9% acima do nível pré-pandemia, de fevereiro de 2020, e 0,3% abaixo do recorde da série histórica, de outubro de 2025.
No acumulado do ano, informação e comunicação tem o maior avanço (+6,2%), seguida por serviços profissionais, administrativos e complementares e serviços prestados às famílias, ambos com alta de 2,4%. Transportes (-1,5%) e outros serviços (-0,3%) são os únicos com impacto negativo.
Na comparação com agosto do ano passado, informação e comunicação teve alta de 4,3% e foi a atividade com maior impacto positivo, impulsionada por telecomunicações, tratamento de dados e desenvolvimento de software sob encomenda, segundo o InfoMoney. Serviços profissionais, administrativos e complementares subiram 1,7%.
Por outro lado, transportes, serviços auxiliares e correio recuaram 2,8%, pressionados pelo transporte aéreo de passageiros e pelo transporte de cargas. Outros serviços caíram 2,5%, por causa dos serviços financeiros auxiliares.
A média móvel trimestral, que reduz oscilações pontuais, ficou estável (0,0%) no trimestre encerrado em agosto, na comparação com o trimestre anterior, de acordo com o InfoMoney.
O dado foi divulgado em um dia de agenda intensa para os mercados, com o CPI (inflação ao consumidor) dos Estados Unidos, o Livro Bege do Federal Reserve e a pesquisa Quaest para o segundo turno da eleição presidencial, previstos para o fim da tarde. Na terça-feira (13), segundo o Money Times, o Ibovespa fechou em queda de 1,04%, aos 206.887,52 pontos, e o dólar à vista terminou em alta de 0,71%, a R$ 5,0204.
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