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Ibovespa bate recorde aos 209 mil pontos e dólar fica abaixo de R$ 5

Bolsa fechou a sexta (9) em alta de 1,38% e dólar caiu a cerca de R$ 4,98, com investidores apostando no resultado do 2º turno. IPCA de setembro veio acima do esperado.

Redação Apuramos

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Alexander Grey/Unsplash — imagem ilustrativa
Alexander Grey/Unsplash — imagem ilustrativa

O Ibovespa encerrou a sexta-feira (9) em novo recorde de fechamento, aos 209.066,90 pontos, com alta de 1,38%. O dólar comercial recuou perto de 0,8% e terminou a cerca de R$ 4,98, abaixo da marca de R$ 5 e com queda de 4,44% em cinco dias, segundo o Money Times.

Durante o pregão, o índice chegou a tocar 209.713,45 pontos, também máxima histórica. O volume financeiro foi de R$ 56,08 bilhões, de acordo com a Reuters, em texto republicado pela Forbes Brasil.

O "trade Flávio"

O Money Times atribui o movimento à aposta do mercado na vitória do senador Flávio Bolsonaro (PL) sobre Lula (PT) no segundo turno, marcado para 25 de outubro. No primeiro turno, Flávio teve 47,03% dos votos válidos e Lula, 45,16%.

Duas pesquisas reforçaram o cenário. O Datafolha, divulgado na quinta-feira (8), mostrou Flávio com 49% e Lula com 45%. Já o AtlasIntel/Bloomberg, divulgado na sexta, trouxe Flávio com 51,1% e Lula com 45,7%.

Segundo a Reuters, investidores veem na possível troca de governo uma política fiscal mais restritiva a partir de 2027, embora Flávio ainda não tenha detalhado medidas concretas. Os juros futuros fecharam em queda, o que deu suporte às ações e ao real.

Analistas pedem cautela

Felipe Sant'Anna, da Axia Investing, disse à Reuters que a "operação eleitoral" tomou conta do mercado e que o fluxo estrangeiro segue se posicionando para o segundo turno. Ele afirmou não haver cenário realista para a bolsa se manter nesse patamar e que a alta reflete a expectativa de mudança de poder em 2027.

Marcos Praça, da Zero Markets Brasil, alertou que, após o rali, realização de lucros e maior volatilidade são mais prováveis, sobretudo nos setores que lideraram as altas.

Inflação acima do esperado

O IPCA de setembro subiu 0,82%, acima dos 0,73% esperados em pesquisa da Reuters. Em 12 meses, a inflação chegou a 4,58%, ante projeção de 4,50%. Segundo a agência, o resultado pode dificultar cortes na Selic, mas o mercado deu mais peso à eleição no pregão.

Destaques da bolsa

Entre as maiores altas do dia, segundo a Reuters, estiveram MRV (MRVE3), com +21,62%, Magazine Luiza (MGLU3), com +19,22%, Lojas Renner (LREN3), com +11,56%, Cury (CURY3), com +9,66% e C&A (CEAB3), com +8,38%. Entre os bancos, BTG Pactual subiu 5,02% e Itaú, 2,27%.

As ações da Petrobras também avançaram, acompanhando o petróleo: as preferenciais subiram 0,94% e as ordinárias, 1,82%.

Os números de ganho semanal do Ibovespa divergem entre as fontes consultadas: o Money Times cita 8,82%, enquanto a Reuters aponta 11,17%. Por isso, o Apuramos não adota um número único para a semana.

Este texto é informativo e não constitui recomendação de investimento.

Fontes consultadas nesta apuração

  • ibovespa
  • dólar
  • bolsa de valores
  • eleições 2026
  • flávio bolsonaro
  • ipca
  • selic

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