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Irã mantém Ormuz fechado e diz que negociação é "sem sentido"

Presidente Pezeshkian critica conversas com os EUA, enquanto Trump rejeita proposta iraniana e admite novo ataque após as eleições de meio de mandato.

Redação Apuramos

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René DeAnda/Unsplash — imagem ilustrativa
René DeAnda/Unsplash — imagem ilustrativa

O Irã segue sem reabrir o Estreito de Ormuz e o impasse com os Estados Unidos continua sem solução à vista. Em declarações divulgadas nos últimos dias, o presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, classificou as conversas com Washington como "sem sentido", enquanto o presidente americano, Donald Trump, rejeitou a mais recente proposta de Teerã.

Segundo a Al Jazeera, que citou a agência iraniana Nournews em 4 de outubro, o presidente do Parlamento e principal negociador do país, Mohammad Bagher Ghalibaf, afirmou que o estreito permanecerá fechado até que Washington aceite o plano de reabertura em sete dias apresentado por Teerã. Ele disse que "a era de perder tempo e de impor exigências unilaterais acabou" e que o Irã vai "lutar e negociar" ao mesmo tempo.

O chanceler Abbas Araghchi declarou que o país é "sério" na busca por soluções diplomáticas, assim como na defesa do território, e alertou que, em caso de novo ataque americano, o Irã estará "mais preparado do que antes". O porta-voz da chancelaria, Esmaeil Baghaei, afirmou que reabrir a passagem é o principal objetivo iraniano.

Trump rejeita proposta e fala em ataque após eleições

De acordo com a CBS News, Trump disse em 1º de outubro, no Texas, que o Irã está "pronto para se render" e que os EUA vencerão a guerra "logo após a eleição". Em entrevista à revista TIME, ele afirmou que uma ação militar pode ser retomada depois das eleições de meio de mandato, caso não haja acordo satisfatório. A CBS também informou que Trump rejeitou a proposta iraniana de abrir apenas "alguns aspectos" do estreito.

Ainda conforme a emissora, três navios americanos com mais de 7 mil marinheiros e 2 mil fuzileiros navais seguem para o Oriente Médio, o que pode levar a três porta-aviões na região até o fim do mês.

Petroleiros e gás natural

O site Iran International, em reportagem de 5 de outubro, informou que a Guarda Revolucionária abordou um petroleiro a 11 milhas náuticas ao norte de Khasab, em Omã, e ameaçou atacá-lo. A embarcação deu meia-volta, segundo o órgão marítimo britânico UKMTO. Pelo menos três cargas de gás natural liquefeito (GNL) deixaram o estreito desde o fim da semana anterior, mas o fluxo de saída segue mais de 75% abaixo do nível anterior à guerra, de acordo com dados da Bloomberg citados pelo veículo.

Em tempos de paz, cerca de um quinto do petróleo e do gás natural do mundo passa pelo estreito, segundo a Al Jazeera. A rota está bloqueada ou prejudicada há mais de sete meses, desde que EUA e Israel lançaram ataques ao Irã em 28 de fevereiro de 2026.

Outros desdobramentos

Segundo o Iran International, o ministro do Petróleo iraniano, Mohsen Paknejad, pediu demissão em 4 de outubro; a presidência alegou motivos pessoais. O chefe da estatal petrolífera, Hamid Bovard, assumiu como ministro interino.

O secretário de Estado americano, Marco Rubio, defendeu o direito da Arábia Saudita de responder aos ataques dos houthis e disse que cerca de 200 assessores dos EUA atuam em centros de planejamento sauditas, sem combate americano no Iêmen, conforme a mesma reportagem.

O Apuramos acompanha o caso e atualizará a matéria quando houver novos fatos confirmados.

Fontes consultadas nesta apuração

  • irã
  • ormuz
  • estados unidos
  • trump
  • petróleo
  • oriente médio

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