Irã mantém Ormuz fechado e diz que negociação é "sem sentido"
Presidente Pezeshkian critica conversas com os EUA, enquanto Trump rejeita proposta iraniana e admite novo ataque após as eleições de meio de mandato.
Redação Apuramos
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Presidente Pezeshkian critica conversas com os EUA, enquanto Trump rejeita proposta iraniana e admite novo ataque após as eleições de meio de mandato.
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O Irã segue sem reabrir o Estreito de Ormuz e o impasse com os Estados Unidos continua sem solução à vista. Em declarações divulgadas nos últimos dias, o presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, classificou as conversas com Washington como "sem sentido", enquanto o presidente americano, Donald Trump, rejeitou a mais recente proposta de Teerã.
Segundo a Al Jazeera, que citou a agência iraniana Nournews em 4 de outubro, o presidente do Parlamento e principal negociador do país, Mohammad Bagher Ghalibaf, afirmou que o estreito permanecerá fechado até que Washington aceite o plano de reabertura em sete dias apresentado por Teerã. Ele disse que "a era de perder tempo e de impor exigências unilaterais acabou" e que o Irã vai "lutar e negociar" ao mesmo tempo.
O chanceler Abbas Araghchi declarou que o país é "sério" na busca por soluções diplomáticas, assim como na defesa do território, e alertou que, em caso de novo ataque americano, o Irã estará "mais preparado do que antes". O porta-voz da chancelaria, Esmaeil Baghaei, afirmou que reabrir a passagem é o principal objetivo iraniano.
De acordo com a CBS News, Trump disse em 1º de outubro, no Texas, que o Irã está "pronto para se render" e que os EUA vencerão a guerra "logo após a eleição". Em entrevista à revista TIME, ele afirmou que uma ação militar pode ser retomada depois das eleições de meio de mandato, caso não haja acordo satisfatório. A CBS também informou que Trump rejeitou a proposta iraniana de abrir apenas "alguns aspectos" do estreito.
Ainda conforme a emissora, três navios americanos com mais de 7 mil marinheiros e 2 mil fuzileiros navais seguem para o Oriente Médio, o que pode levar a três porta-aviões na região até o fim do mês.
O site Iran International, em reportagem de 5 de outubro, informou que a Guarda Revolucionária abordou um petroleiro a 11 milhas náuticas ao norte de Khasab, em Omã, e ameaçou atacá-lo. A embarcação deu meia-volta, segundo o órgão marítimo britânico UKMTO. Pelo menos três cargas de gás natural liquefeito (GNL) deixaram o estreito desde o fim da semana anterior, mas o fluxo de saída segue mais de 75% abaixo do nível anterior à guerra, de acordo com dados da Bloomberg citados pelo veículo.
Em tempos de paz, cerca de um quinto do petróleo e do gás natural do mundo passa pelo estreito, segundo a Al Jazeera. A rota está bloqueada ou prejudicada há mais de sete meses, desde que EUA e Israel lançaram ataques ao Irã em 28 de fevereiro de 2026.
Segundo o Iran International, o ministro do Petróleo iraniano, Mohsen Paknejad, pediu demissão em 4 de outubro; a presidência alegou motivos pessoais. O chefe da estatal petrolífera, Hamid Bovard, assumiu como ministro interino.
O secretário de Estado americano, Marco Rubio, defendeu o direito da Arábia Saudita de responder aos ataques dos houthis e disse que cerca de 200 assessores dos EUA atuam em centros de planejamento sauditas, sem combate americano no Iêmen, conforme a mesma reportagem.
O Apuramos acompanha o caso e atualizará a matéria quando houver novos fatos confirmados.
Segundo o prefeito de Moscou, a maioria dos aparelhos foi interceptada. Depósito de combustível que abastece aeroportos da capital teria sido atingido, e o ataque encerra uma relativa calmaria desde meados de setembro.
Ministério da Defesa ucraniano afirma que ataques a refinarias paralisaram metade da capacidade da Rússia. Putin admitiu perda de cerca de 1% do PIB, segundo a AP.
Premiê de Israel desejou "boa sorte na final" e disse querer restaurar a amizade com o Brasil. Trump, Milei e outros também comentaram o resultado.