Apuramos.

Lemos todas as fontes. Você decide.

Sobre
Tecnologia

Microsoft lança chip Maia 300 para reduzir dependência da Nvidia

A empresa apresentou o novo processador de IA no OCP Global Summit, em San Jose, e promete 40% mais tokens por megawatt que os sistemas com GPU atuais.

Redação Apuramos

Publicado em

Google DeepMind/Unsplash — imagem ilustrativa
Google DeepMind/Unsplash — imagem ilustrativa

A Microsoft apresentou nesta segunda-feira (12) o Azure Maia 300, seu processador de inteligência artificial mais ambicioso até agora. O anúncio foi feito no OCP Global Summit 2026, em San Jose, na Califórnia, e faz parte da estratégia da empresa de desenvolver chips próprios e depender menos de fornecedores como Nvidia e AMD.

Segundo o Money Times, a Microsoft afirma que o Maia 300 processa 40% mais tokens por megawatt do que os principais sistemas baseados em GPU disponíveis hoje. O mercado interpreta o número como uma comparação direta com os processadores da Nvidia. Tokens são as unidades de texto que os modelos de IA processam ao responder a uma pergunta.

Sete vezes mais capacidade

De acordo com a Microsoft, um rack com 96 chips Maia 300 teria cerca de sete vezes a capacidade de processamento da geração anterior, o Maia 200. As informações são do Money Times e do BlockTrends.

Os números de desempenho e eficiência são da própria Microsoft. As duas reportagens não trazem testes independentes nem detalhes técnicos como memória, processo de fabricação ou consumo de energia.

Expansão a partir de 2027

O Maia 300 vai se somar ao Maia 100 e ao Maia 200 em uma expansão de data centers de escala de vários gigawatts, prevista para começar em 2027. A empresa espera que a família Maia se torne seu principal sistema de inferência de IA, a etapa em que o modelo já treinado responde aos usuários, para produtos e serviços.

O Maia 200 já roda cargas de trabalho em produção, incluindo o Microsoft 365 Copilot. Também executa modelos da OpenAI, modelos próprios da Microsoft e projetos de código aberto. Em aplicações como Teams e Copilot, a Microsoft diz que o Maia 200 entrega até 1,7 vez mais tokens por watt do que sistemas tradicionais com GPU.

Nvidia segue na liderança

A Microsoft não é a única a seguir esse caminho. Segundo as reportagens, Amazon (com o Trainium), Google (com as TPUs) e Meta também desenvolvem chips próprios para IA, e laboratórios como OpenAI e Anthropic estariam buscando rumo semelhante.

Mesmo assim, a Nvidia continua dominando o mercado de aceleradores de IA. Seu ecossistema de software, o CUDA, e a ampla adoção entre desenvolvedores tornam a troca de chips custosa. Microsoft, Amazon e Google ainda oferecem GPUs da Nvidia aos clientes de nuvem.

Por isso, o Money Times avalia que a ameaça à Nvidia é limitada, por ora. O que se desenha é uma convivência entre chips próprios das big techs e o hardware da Nvidia e da AMD, e não uma substituição imediata.

Fontes consultadas nesta apuração

  • microsoft
  • maia 300
  • nvidia
  • inteligência artificial
  • chips
  • data centers

Mais de Tecnologia