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OpenAI nega retaliação por demitir 3 pesquisadores de IA

Empresa diz que demissões foram por vazamento de informações, não por alertas de segurança. Receita anualizada de US$ 50 bi também pesa no setor.

Redação Apuramos

Publicado em

Google DeepMind/Unsplash — imagem ilustrativa
Google DeepMind/Unsplash — imagem ilustrativa

A OpenAI negou nesta sexta-feira (9) que tenha demitido três pesquisadores como retaliação por alertas sobre os riscos da inteligência artificial. Em publicação na rede X, a empresa afirmou que os desligamentos ocorreram após uma investigação interna apontar violações das regras de tratamento de informações confidenciais.

Esta matéria atualiza a cobertura do caso, que veio a público no início de outubro.

Segundo o Olhar Digital, a empresa demitiu Jasmine Wang, Tomek Korbak e Mikita Balesni. A OpenAI justifica a decisão por uma "violação significativa de confiança" e diz concordar com a importância de preservar a capacidade de monitorar os modelos de IA, área em que afirma continuar investindo.

Na quinta-feira (8), os três pesquisadores divulgaram uma carta, endereçada ao conselho e aos comitês de segurança da companhia, contestando o impacto das demissões. Segundo o Olhar Digital, eles afirmam que a repercussão do caso pode levar outros funcionários a evitar falar publicamente sobre os riscos da tecnologia.

O caso foi revelado originalmente pelo Wall Street Journal. De acordo com o Cybernews, que cita o jornal americano, a OpenAI informou que os três tratavam informações sensíveis fora dos procedimentos estabelecidos, inclusive compartilhando dados com uma organização externa de segurança em IA. A empresa não confirmou oficialmente os nomes, que foram identificados pelo WSJ.

Ainda segundo o Cybernews, Korbak era o contato técnico da OpenAI com organizações externas de pesquisa, como Redwood Research e METR, em uma investigação sobre o comportamento dos modelos da empresa. Wang e Balesni atuavam na área de alinhamento, que busca fazer os modelos agirem conforme as intenções humanas.

Receita abaixo do esperado

O debate sobre segurança coincide com notícias financeiras menos favoráveis. O Financial Times, segundo o jornal português Dinheiro Vivo, informou que a OpenAI comunicou a investidores uma receita anualizada de cerca de US$ 50 bilhões no fim de setembro, abaixo das projeções que circulavam na imprensa, de até US$ 70 bilhões.

Receita anualizada é uma estimativa de quanto a empresa faturaria em um ano mantendo o ritmo atual; não equivale ao faturamento efetivamente registrado. O Dinheiro Vivo registra que a OpenAI não desmentiu os números que circulavam e recusou-se a comentar oficialmente o tema.

Segundo o Olhar Digital, citando a CNBC, as ações de Nvidia, Oracle, CoreWeave e de outras empresas ligadas à IA caíram na quinta-feira após a divulgação dos novos dados. A companhia se prepara para uma possível oferta pública inicial de ações (IPO), esperada para 2027, de acordo com o mesmo veículo. Já o Dinheiro Vivo menciona que a estreia em bolsa chegou a ser prevista para outubro e foi congelada. Há, portanto, divergência entre os veículos sobre o calendário.

Debate regulatório

Segundo o Olhar Digital, o episódio acontece em meio a um debate nos Estados Unidos sobre a regulamentação da IA. Sam Altman, da OpenAI, e Dario Amodei, da Anthropic, defenderam mais cautela. O presidente Donald Trump, por sua vez, rejeitou ampliar a regulamentação e chamou os temores sobre segurança da tecnologia de "farsa".

O Apuramos acompanha o caso e atualizará a matéria caso haja novos desdobramentos.

Fontes consultadas nesta apuração

  • openai
  • inteligência artificial
  • segurança de ia
  • chatgpt
  • ipo
  • nvidia

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