Papa Leão XIV encerra visita à França com apelo à paz em Metz
Em missa na catedral de Metz para 35 mil pessoas, pontífice pediu que a região seja "farol de esperança" e defendeu diálogo em vez de rearmamento.
Redação Apuramos
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Em missa na catedral de Metz para 35 mil pessoas, pontífice pediu que a região seja "farol de esperança" e defendeu diálogo em vez de rearmamento.
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O Papa Leão XIV encerrou no domingo (28) a viagem de quatro dias à França com uma missa na Catedral de Santo Estêvão, em Metz, no nordeste do país, e um forte apelo por paz e reconciliação na Europa. Segundo o Vaticano, citado pela Gazeta do Povo, cerca de 35 mil pessoas participaram da celebração.
A visita começou em Paris, passou por Lourdes e terminou em Metz, cidade historicamente marcada por disputas entre França e Alemanha, segundo o Vatican News.
Na homilia, o pontífice afirmou que "a reconciliação só é possível com a coragem de quebrar a cadeia do ressentimento". De acordo com o Vatican News, ele defendeu que a resposta à injustiça deve ser "o amor que cuida do outro", e não a vingança ou a retaliação.
Leão XIV também disse que Metz, por sua história de conflitos, mostra como fronteiras de guerra podem se transformar em espaços de encontro. A região, afirmou, está "chamada hoje, mais do que nunca, a ser um farol de esperança para a Europa e o mundo".
Discurso a líderes europeus
Antes da missa, o papa discursou no Centro de Conferências Robert Schuman, em um encontro intitulado "Às Raízes da Europa pela Paz e Unidade", segundo a Gazeta do Povo. O presidente francês, Emmanuel Macron, participou do evento e se reencontrou com o pontífice antes de ele voltar a Roma.
Segundo o jornal O Tempo, o papa pediu que a Europa rompa ciclos de "mentiras e engano" e alertou contra políticos populistas. "É preciso comprometer-se com um diálogo paciente, mostrar ousadia na negociação e estar disposto a sacrificar algumas posições em nome do bem maior da paz", teria dito, conforme o jornal.
O pontífice também advertiu contra "a ilusão do rearmamento", em um momento em que países europeus ampliam gastos militares. O Tempo lembra que a visita ocorreu em meio à guerra na Ucrânia, ao avanço de movimentos de extrema direita no continente e às eleições previstas para 2027 na França.
Balanço da viagem
Ainda de acordo com O Tempo, mais de 1,3 milhão de fiéis compareceram aos eventos do papa em território francês. A publicação afirma que, em Paris, ele criticou vieses da inteligência artificial e a eutanásia, e que em Lourdes se dirigiu a vítimas de abusos sexuais. O jornal observa ainda que, em Metz, outros líderes da União Europeia em sua maioria não compareceram; Macron foi a exceção.
Na homilia, segundo o Vatican News, Leão XIV refletiu sobre três imagens: o deserto, ligado à simplicidade; o jardim, associado à justiça e à beleza; e a casa, símbolo da paz. Ele afirmou ainda que perdão e misericórdia representam força, e não fraqueza, na construção de sociedades que respeitem a dignidade humana.
Esta matéria atualiza a cobertura da passagem do papa por Paris, publicada anteriormente pelo Apuramos.
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