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PDV dos Correios: até R$ 459 mil para sair; veja quem pode aderir

Inscrições ficam abertas até 30 de setembro para empregados de unidades atingidas pela reestruturação; estatal prevê fechar até mil agências deficitárias.

Redação Apuramos

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Mathyas Kurmann/Unsplash — imagem ilustrativa
Mathyas Kurmann/Unsplash — imagem ilustrativa

Os Correios abriram uma nova rodada do Plano de Desligamento Voluntário (PDV), com indenizações que podem chegar a R$ 459 mil por empregado. As inscrições começaram na quinta-feira (20) e ficam abertas até 30 de setembro. Segundo reportagem da Gazeta do Povo publicada nesta sexta-feira (21), o programa pode alcançar até 7 mil trabalhadores da estatal.

É o segundo plano de saída voluntária lançado pela empresa somente em 2026. O primeiro, aberto em fevereiro e encerrado em março, registrou 3.181 adesões. A diferença é que, desta vez, a direção não estabeleceu meta de desligamentos.

O novo PDV é voltado a um público específico: empregados lotados, desde janeiro de 2025, em unidades que já foram ou que venham a ser atingidas pela reestruturação da companhia, como centros de tratamento, armazenamento de cargas e agências. De acordo com a Gazeta do Povo, a estatal prevê fechar até mil pontos de atendimento deficitários, de um total de cerca de 10 mil espalhados pelo país.

Em nota, os Correios afirmaram que a medida "foi concebida para atender às adequações e particularidades decorrentes do processo de reestruturação da empresa".

As indenizações variam de R$ 24,4 mil a R$ 459 mil, conforme o tempo de casa, a idade, o salário e os adicionais previstos no regulamento, informou o portal Sou Brasília. O pagamento é feito em parcela única, até o décimo dia do mês seguinte ao desligamento. Sobre o valor não incidem Imposto de Renda nem recolhimento de FGTS.

Segundo o Economic News Brasil, a inscrição não garante a saída: cada pedido passa por análise de requisitos e depende das necessidades operacionais e da disponibilidade de recursos da empresa. O empregado pode desistir da adesão até a data de desligamento comunicada pela estatal.

A nova rodada ocorre em meio à pior crise financeira da história dos Correios. A empresa fechou 2025 com prejuízo de R$ 8,5 bilhões, o maior já registrado, e perdeu mais R$ 3,1 bilhões apenas no primeiro trimestre de 2026 — alta de 82,35% sobre o mesmo período do ano passado. Ainda de acordo com a Gazeta do Povo, a projeção é de um rombo próximo de R$ 10 bilhões no ano, e a estatal só espera voltar ao azul em 2027.

Os desligamentos voluntários são uma das principais apostas para conter a sangria. O Relatório da Administração de 2025 aponta que o programa anterior efetivou 3.756 saídas e gerou economia de R$ 147,1 milhões no ano passado, com previsão de mais R$ 775,7 milhões em 2026, segundo o Economic News Brasil.

Para o usuário, o efeito mais visível deve ser o fechamento de agências. A empresa ainda não divulgou a lista das unidades que serão extintas nem o cronograma por estado — definição que dirá quantas cidades perderão o atendimento próprio dos Correios.

Fontes consultadas nesta apuração

  • correios
  • pdv
  • demissão voluntária
  • emprego
  • estatais

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