Petróleo hoje (20/08): Brent vai a US$ 93,78 com ameaça de Trump
Barril sobe 2,36% após EUA prometerem “guerra econômica” para isolar o Irã; analistas preveem Estreito de Ormuz fechado por muito tempo.
Redação Apuramos
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Barril sobe 2,36% após EUA prometerem “guerra econômica” para isolar o Irã; analistas preveem Estreito de Ormuz fechado por muito tempo.
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Os preços do petróleo voltaram a subir com força nesta quinta-feira (20), depois que os Estados Unidos redobraram a pressão sobre o Irã e o presidente Donald Trump prometeu travar uma “guerra econômica” contra Teerã. O barril de Brent, referência global, avançou 2,36% e fechou a US$ 93,78.
Segundo reportagem da agência France-Presse (AFP) publicada pelo Jornal de Brasília, o movimento reflete a perda de esperança de um fim próximo para o conflito no Golfo, que já dura quase seis meses. O WTI, referência americana, subiu 2,33%, a US$ 87,83, no último dia de negociação do contrato para setembro.
Esta matéria é uma atualização de um movimento que o Apuramos vem acompanhando: na terça-feira (18), o Brent já havia superado a marca de US$ 91, pressionado pelo bloqueio do Estreito de Ormuz. Agora, o barril se aproxima dos US$ 94.
De acordo com a AFP, Washington exigiu nesta quinta-feira que aliados e também a China se unam à nova campanha de Trump para isolar a economia iraniana e provocar “o colapso” do governo de Teerã.
“As sanções, o bloqueio de navios iranianos e o recente rompimento de relações pelos Emirados Árabes Unidos exercem uma enorme pressão econômica” sobre o Irã, avaliou Arne Lohmann Rasmussen, analista da Global Risk Management, ouvido pela AFP. Ele pondera, porém, que isso “não significa necessariamente que o Irã vá voltar à mesa de negociações”.
O país está submetido a sanções internacionais desde a revolução de 1979, que instaurou a República Islâmica, e desde então se tornou “extremamente habilidoso” em contorná-las, observou o analista. Para Rasmussen, o cenário indica que o Estreito de Ormuz — principal corredor de escoamento do petróleo do Golfo — deve permanecer “fechado por muito tempo”.
A avaliação é reforçada por dados de navegação. “Uma análise dos dados marítimos continua mostrando que o tráfego comercial que passa pelo estreito representa apenas uma fração dos níveis observados antes da guerra”, afirmou David Morrison, analista da Trade Nation, o que sugere que o Irã continua bloqueando a rota.
O tema dominou o noticiário econômico do dia. O InfoMoney destacou, entre os assuntos mais importantes desta quinta, o Brent negociado perto dos US$ 93 depois de Trump anunciar uma “guerra econômica sem precedentes” contra o Irã.
No Brasil, o pregão terminou praticamente estável em meio ao cenário externo tenso. Segundo o site Finance News, o Ibovespa fechou em leve alta de 0,06%, na casa dos 167,9 mil pontos, enquanto o dólar subiu 0,31%, cotado a R$ 5,19. Os juros futuros também encerraram o dia em alta, de acordo com o site.
Petróleo sustentado acima dos US$ 90 tende a pressionar os preços dos combustíveis e a inflação em todo o mundo — um ingrediente a mais de cautela para bancos centrais, incluindo o brasileiro, nos próximos meses.
Paralisação nacional de 24 horas pode reduzir ou interromper o atendimento presencial nas agências; Pix, aplicativos e caixas eletrônicos seguem funcionando normalmente.
Índice chegou a subir mais de 2% e o dólar recuou à casa de R$ 5,17, depois de a Bolsa acumular perda de 6,55% em 11 pregões — a maior sequência negativa desde 2023.
O Kospi despencou 5,80% em Seul e o Nikkei recuou 3,16% em Tóquio, depois de Wall Street cair pelo terceiro pregão seguido. Petróleo em alta e juros longos elevados também pressionam o mercado.