A Polícia Federal marcou para a próxima semana os depoimentos do presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, do ex-presidente da instituição Roberto Campos Neto e do dono do BTG Pactual, André Esteves, no inquérito sobre o Banco Master. Segundo o Diario de Pernambuco, que cita o Estadão Conteúdo, as oitivas foram agendadas individualmente.
Pelo cronograma divulgado, Esteves é o primeiro a falar, na segunda-feira (5/10). Galípolo depõe na terça (6/10) e Campos Neto, na quarta (7/10). O diretor de Fiscalização do BC, Ailton de Aquino, também foi intimado e, de acordo com o Diario de Pernambuco, presta depoimento na quinta-feira (8/10).
Segundo o Jornal do Comércio, a PF havia intimado os envolvidos ainda em agosto, mas não tinha definido datas. Em reportagem de 26 de setembro, o portal Acessa.com informou que Galípolo confirmou ter recebido a intimação e disse que o depoimento deveria ocorrer no início de outubro. Os convocados depõem como testemunhas, com a obrigação de falar a verdade.
O que a PF investiga
De acordo com a Gazeta do Povo, a PF apura supostas fraudes envolvendo o Banco Master, liquidado pelo Banco Central. A instituição foi comprada pelo banqueiro Daniel Vorcaro, quando ainda se chamava Banco Máxima, e depois rebatizada.
O Diario de Pernambuco informa que o inquérito trata de uma suposta cooptação de dois servidores do BC por Vorcaro. As testemunhas foram chamadas após serem citadas em depoimento do ex-diretor do Banco Central Paulo Sérgio Souza.
Ainda segundo a Gazeta do Povo, Souza é suspeito de receber vantagens indevidas de Vorcaro em troca de favorecimento, o que ele nega. O jornal afirma que Vorcaro admitiu ter dado apoio financeiro a uma viagem da família de Souza à Disney. Souza autorizou a compra do Banco Máxima e, depois, atuou em temas de supervisão bancária.
O caso também envolve a avaliação feita pelo BTG Pactual para comprar o banco e a venda da instituição ao Banco de Brasília (BRB), segundo o Diario de Pernambuco. A Gazeta do Povo relata ainda que o BTG identificou, no fim de 2024, uma fraude bilionária ligada ao Master e que Galípolo abriu uma apuração interna no BC no fim de 2025.
Possíveis adiamentos
As matérias consultadas não informam o local dos depoimentos. O Diario de Pernambuco ressalta que a logística ainda está sendo organizada e que os advogados podem pedir adiamentos, o que pode alterar o calendário.
Os três depoentes são testemunhas no inquérito, e as reportagens não os apontam como investigados. O Apuramos acompanha o caso e atualiza esta matéria caso haja mudança nas datas.