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Sarampo: Brasil tem 52 casos importados e reforça vigilância

Ministério da Saúde intensifica ações diante do avanço da doença nos EUA e nas Américas. País segue classificado como livre da circulação endêmica do vírus.

Redação Apuramos

Publicado em

Priscilla Du Preez/Unsplash — imagem ilustrativa
Priscilla Du Preez/Unsplash — imagem ilustrativa

O Ministério da Saúde reforçou o alerta de monitoramento do risco de sarampo no Brasil, diante do avanço da doença nos Estados Unidos e em outros países das Américas. Segundo a Agência Brasil, o país registra 52 casos importados em 2026, até o dia 5 de outubro.

Apesar dos casos, o Brasil segue classificado como livre da circulação endêmica do sarampo.

Segundo o ministério, os Estados Unidos registram o maior número anual de casos em mais de 35 anos, e mais de 90% dos infectados não são vacinados ou têm situação vacinal desconhecida. De acordo com a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), EUA, Guatemala, México, Peru e Canadá concentram mais de 95% dos casos confirmados nas Américas em 2026.

Onde estão os casos no Brasil

Dos 52 casos importados, 41 foram registrados em São Paulo, 10 no Amazonas e 1 no Rio de Janeiro.

Para conter a transmissão, as equipes de saúde fazem busca ativa de casos, investigação epidemiológica, monitoramento de contatos e bloqueio vacinal. A vacinação foi intensificada em espaços públicos e de grande circulação nas regiões afetadas.

Em São Paulo, o reforço ocorre na capital e em Guarulhos, São Bernardo do Campo e Santo André. Na região da tríplice fronteira entre Brasil, Colômbia e Peru, a resposta também foi intensificada após a confirmação de casos importados, com apoio de equipes federais.

Em 2026, segundo a reportagem, foram realizadas quatro grandes campanhas de vacinação contra o sarampo, com mais de 3,8 milhões de doses aplicadas em São Paulo e cerca de 192 mil no Amazonas.

Dose zero para bebês

O ministério também mantém a chamada "dose zero", oferecida a crianças de 6 meses a 11 meses e 29 dias. Ela é adicional às doses de rotina, aplicadas aos 12 e aos 15 meses de idade.

Cobertura vacinal

Em 2025, a primeira dose da tríplice viral alcançou 93,10% de cobertura no Brasil, 94,39% em São Paulo e 89,54% no Amazonas. Segundo dados da OMS e do Unicef citados na reportagem, desde 2023 a cobertura das 16 vacinas do calendário infantil aumentou, e o número de crianças não vacinadas caiu 86%.

Histórico

Em 2019, o Brasil teve mais de 20 mil casos de sarampo e perdeu a certificação de eliminação da doença, após mais de 12 meses de transmissão contínua. Em novembro de 2024, a Opas recertificou o país como livre da circulação endêmica. Entre 2023 e 2025, foram confirmados 85 casos, sem óbitos.

O que fazer

Segundo o Ministério da Saúde, "a vacina é a principal forma de prevenção e está disponível gratuitamente no SUS". Quem está com doses em atraso deve procurar uma unidade de saúde para atualizar a caderneta de vacinação.

"Manter as coberturas altas e a vigilância ativa é o que protege a população", afirmou a pasta.

Fontes consultadas nesta apuração

  • sarampo
  • saúde
  • vacinação
  • ministério da saúde
  • opas
  • tríplice viral

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