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Tempestade solar hoje (2/10): G1 chega à Terra; o que muda no Brasil

Ejeção de massa coronal de 28 de setembro provoca tempestade geomagnética fraca. Previsão não indica impacto generalizado em internet, celular ou energia no país.

Redação Apuramos

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Bryan Goff/Unsplash — imagem ilustrativa
Bryan Goff/Unsplash — imagem ilustrativa

Uma tempestade geomagnética de nível G1, o mais baixo da escala, deve atingir a Terra nesta sexta-feira (2), segundo a Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA). O fenômeno é consequência de uma ejeção de massa coronal (CME) registrada no Sol em 28 de setembro.

Segundo o jornal O Tempo, a chegada está prevista para por volta das 9h, no horário de Brasília, com base em dados do Centro de Previsão do Clima Espacial da NOAA (SWPC).

O que é uma tempestade G1

A escala da NOAA vai de G1 a G5. De acordo com a Exame, o nível G1 pode causar pequenas alterações em operações de satélites e oscilações em sistemas elétricos, principalmente em regiões de latitudes elevadas, próximas aos polos.

Segundo o NC News, a CME é descrita como um impacto "de raspão", e o índice Kp, que mede a perturbação do campo magnético terrestre, pode chegar a 4,67 em alguns momentos desta sexta. O patamar G1 começa em Kp 5.

Há risco para celular e internet no Brasil?

Segundo O Tempo, a previsão atual não indica impactos generalizados no funcionamento de redes de internet, telefonia ou sistemas elétricos no Brasil. Os efeitos se concentram em regiões polares. A Exame também informa que não há alterações previstas na rotina das infraestruturas brasileiras.

Em outras palavras, o alerta existe, mas os órgãos de monitoramento não apontam, até agora, um cenário de apagões ou de interrupção de serviços no país.

Fim de semana

De acordo com o NC News, o sábado (3) deve ter atividade apenas elevada, abaixo do nível G1 (Kp entre 1,67 e 3,67). No domingo (4), pode haver novo período de G1, por efeito combinado da CME com o vento solar de alta velocidade vindo de um buraco coronal.

Atividade solar e outras probabilidades

Segundo O Tempo, a atividade solar recente é baixa, com registro de apenas uma explosão de classe C1.4. A previsão para a semana é de atividade muito baixa, com pequenas chances de explosões de classe M até domingo.

A Exame informa que, de 30 de setembro a 2 de outubro, a NOAA estimava probabilidade de 10% ao dia para apagões de rádio de nível R1 a R2 e de 1% para tempestade de radiação solar de nível S1 ou superior. O NC News registra os mesmos percentuais para o período até domingo.

Por que isso importa

Tempestades geomagnéticas fracas como esta costumam passar sem efeito perceptível para a maioria das pessoas. O principal efeito visível tende a ser a ampliação da região de auroras, que podem aparecer em latitudes mais baixas que o habitual no hemisfério Norte. O acompanhamento é feito em tempo real pela NOAA, e as previsões podem mudar ao longo do dia.

Fontes consultadas nesta apuração

  • tempestade solar
  • NOAA
  • tempestade geomagnética
  • G1
  • Sol
  • aurora

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