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Terremoto de 7,7 no Panamá derruba prédios; sem mortes até agora

Tremor atingiu o centro-sul do país na sexta (9). Houve alerta de tsunami em vários países, depois cancelado, e o Canal do Panamá opera normalmente.

Redação Apuramos

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René DeAnda/Unsplash — imagem ilustrativa
René DeAnda/Unsplash — imagem ilustrativa

Um terremoto de magnitude 7,7 sacudiu o Panamá na tarde de sexta-feira (9) e deixou prédios colapsados, estradas danificadas e feridos, mas, até os últimos balanços divulgados, sem mortes confirmadas.

Segundo o jornal colombiano El Tiempo, o tremor ocorreu às 12h56 no horário da Colômbia, cerca das 14h56 em Brasília. O Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS) chegou a estimar magnitude 8 e depois corrigiu o valor. A Telemundo cita 7,6 como valor revisado; o jornal argentino La Nación fala em 7,7. As autoridades panamenhas, de acordo com o El Tiempo, calcularam 7,2.

Onde foi o epicentro

De acordo com La Nación, o epicentro ficou a cerca de 12 km da comunidade rural de La Pitaloza, na província de Herrera, no centro-sul do país, perto da costa do Pacífico, a 12,6 km de profundidade. Néstor Luque, diretor do Instituto de Geociências do Panamá, atribuiu o abalo ao Sistema de Falhas Azuero-Soná e disse que na capital o tremor durou cerca de 40 segundos.

Danos

O El Tiempo relata o colapso de um edifício da Gobernación de Penonomé, na província de Coclé, com veículos esmagados, e do Hotel Dos Continentes, também em Coclé, sem feridos reportados. A cúpula da catedral de Penonomé foi danificada, e houve rachaduras em estrada de Veraguas, queda de fachadas comerciais e danos em estações de tratamento de água.

Segundo La Nación, as províncias mais afetadas foram Coclé, Veraguas, Herrera e Los Santos, e houve queda de energia em seis províncias, conforme a empresa Naturgy. Aulas e o metrô foram suspensos. O aeroporto de Tocumen ficou fechado por mais de duas horas e depois retomou as operações, informa o El Tiempo.

Vítimas

Nenhuma morte havia sido confirmada até o fechamento das reportagens consultadas. Houve feridos levados a hospitais, sem número oficial divulgado. O El Tiempo registra que 15 estudantes de uma escola tiveram lesões leves e que uma pessoa foi resgatada no mercado municipal de Aguadulce. A ministra de Governo, Ninoska Montalvo, afirmou que não há desaparecidos reportados.

Reação do governo

O presidente José Raúl Mulino foi a Penonomé para coordenar a ajuda e inspecionar os danos. Segundo La Nación, ele disse que o desastre é grande e que ninguém estava preparado para algo assim. Nas redes sociais, pediu que o episódio não seja usado para gerar alarme e desordem. O Ministério da Educação suspendeu as aulas em todo o país, de acordo com o El Tiempo.

Alerta de tsunami

O Centro de Alerta de Tsunamis do Pacífico emitiu alerta de ondas perigosas para países da região, entre eles Costa Rica, Equador, Nicarágua, Guatemala, El Salvador e México, segundo La Nación. Cerca de uma hora depois, o centro informou que o risco havia passado. A Marinha do Chile também emitiu um alerta, depois cancelado.

Réplicas e Canal do Panamá

Foram registradas mais de uma dezena de réplicas, algumas de magnitude 6, incluindo uma de 6,6, segundo os veículos citados. O Canal do Panamá informou que suas operações seguem normais, a cerca de 200 km do epicentro, de acordo com La Nación.

Ajuda internacional

O El Tiempo informa que os presidentes da Colômbia, Abelardo De La Espriella, e do Equador, Daniel Noboa, manifestaram solidariedade e ofereceram ajuda ao Panamá.

Os números de feridos e danos ainda podem mudar conforme as autoridades concluírem os levantamentos. Esta matéria será atualizada quando houver novos balanços oficiais.

Fontes consultadas nesta apuração

  • terremoto
  • panamá
  • tsunami
  • penonomé
  • mulino
  • sismo
  • américa central

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