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Anvisa aprova remédio para esquistossomose em crianças de até 6 anos

Farmanguinhos Arpraziquantel é indicado para bebês a partir de 3 meses. Resolução saiu no Diário Oficial da União desta quarta-feira (30).

Redação Apuramos

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Priscilla Du Preez/Unsplash — imagem ilustrativa
Priscilla Du Preez/Unsplash — imagem ilustrativa

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou o Farmanguinhos Arpraziquantel, novo medicamento para o tratamento da esquistossomose em crianças de 3 meses a 6 anos de idade. A resolução foi publicada no Diário Oficial da União nesta quarta-feira (30), segundo a Agência Brasil.

O remédio é produzido por Farmanguinhos, laboratório público da Fiocruz. Ele é indicado contra a doença causada pelos parasitas Schistosoma mansoni ou Schistosoma haematobium.

Segundo a Anvisa, a esquistossomose "é uma doença tropical negligenciada, um grupo diversificado de condições que afeta predominantemente populações de baixa renda em todo o mundo e pode evoluir de formas assintomáticas a quadros clínicos extremamente graves".

A Agência Brasil informa que a doença é considerada problema de saúde pública em regiões tropicais e subtropicais da África, da Ásia, do Caribe e da América do Sul.

Como o remédio age

De acordo com a reportagem, o arpraziquantel provoca espasmos musculares e paralisia nos parasitas. Isso interrompe a fixação deles aos vasos sanguíneos. O medicamento também danifica o tegumento, a camada que protege o parasita.

Um caminho de anos

A aprovação no Brasil vem depois de outras etapas regulatórias. Segundo a Fiocruz, a Agência Europeia de Medicamentos (EMA) emitiu parecer científico favorável ao arpraziquantel para crianças pré-escolares. Farmanguinhos é parceiro do Consórcio Pediátrico do Praziquantel e ficou responsável pela submissão do pedido à Anvisa e pela produção futura do medicamento.

Em 2024, o Conselho Federal de Farmácia (CFF) noticiou que Farmanguinhos, em parceria com a farmacêutica alemã Merck, por meio do consórcio, seria a primeira produtora mundial do arpraziquantel. De acordo com o CFF, a transferência de tecnologia permitiria abastecer o mercado brasileiro, após a aprovação regulatória, e outras regiões endêmicas, sobretudo a África.

O CFF também informou, na ocasião, que o medicamento é dispersível em água, palatável e formulado para resistir ao calor e à umidade de regiões tropicais. A publicação afirmou ainda que o remédio entrou na lista de medicamentos pré-qualificados da Organização Mundial da Saúde (OMS) em maio de 2024.

O presidente da Fiocruz na época, Mario Moreira, afirmou que a parceria representava "um marco significativo no combate à esquistossomose, que permanece entre as doenças tropicais negligenciadas".

O cenário no Brasil

Conforme o CFF, cerca de 1,5 milhão de pessoas vivem no Brasil em áreas de risco para a esquistossomose. A doença é transmitida pelo contato com água doce contaminada.

O que ainda não foi informado

Nos textos consultados pelo Apuramos, não há detalhes sobre quando o medicamento chegará à rede pública nem sobre a forma de distribuição pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Esses pontos dependem de anúncios posteriores das autoridades de saúde.

O Apuramos atualiza esta matéria caso novas informações sejam divulgadas.

Fontes consultadas nesta apuração

  • anvisa
  • esquistossomose
  • arpraziquantel
  • farmanguinhos
  • fiocruz
  • saúde infantil

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