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Canetas emagrecedoras no SUS: governo pede análise à Conitec

Ministério da Saúde quer incluir medicamentos GLP-1 na rede pública. Na mesma semana, a Anvisa proibiu propaganda do Semavy e alertou para tirzepatida em pó vendida na internet.

Redação Apuramos

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Jair Lázaro/Unsplash — imagem ilustrativa
Jair Lázaro/Unsplash — imagem ilustrativa

O Ministério da Saúde pediu à Conitec, comissão que avalia a incorporação de tecnologias no SUS, a análise da inclusão das chamadas canetas emagrecedoras na rede pública. O pedido foi formalizado em 24 de setembro, segundo a Agência Brasil.

A proposta envolve medicamentos da classe GLP-1, como Ozempic, Wegovy e Mounjaro. Segundo a Agência Brasil, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, afirmou que os remédios seriam usados de forma responsável no sistema público, com foco em ampliar o acesso e a equidade.

O que o governo argumenta

De acordo com os dados citados pela Agência Brasil, a prevalência de obesidade no país passou de 11,8% em 2006 para 25,7% em 2024. O governo também destaca que os preços caíram cerca de 70% em menos de um ano: de R$ 1.700 a R$ 2.000 para uma faixa de R$ 300 a R$ 400 no varejo.

Ainda conforme a reportagem, já existem 25 medicamentos para emagrecimento registrados no Brasil, dos quais 14 tiveram registro concedido em 2026. Versões genéricas e produzidas no país também estão disponíveis.

Critérios de acesso

Se a Conitec aprovar a incorporação, o acesso deverá seguir critérios definidos, voltados a pacientes nos quais o controle da obesidade traga benefícios clínicos relevantes e reduza complicações. Não há decisão até o momento.

A Conitec já havia rejeitado uma proposta semelhante em agosto de 2025, citando o alto impacto financeiro, segundo a Agência Brasil.

Anvisa proíbe propaganda do Semavy

Na mesma semana, a Anvisa proibiu a propaganda do Semavy, caneta à base de semaglutida fabricada pela Hypera Pharma. A resolução foi datada de 23 de setembro e publicada no Diário Oficial da União em 25 de setembro.

Segundo a Agência Brasil, a agência encontrou material promocional em painéis eletrônicos do Aeroporto de Congonhas, no site do produto e em redes sociais. Medicamentos de tarja vermelha ou preta só podem ser divulgados a profissionais de saúde, conforme a Lei 6.360/1976. "A propaganda de medicamentos com tarja vermelha ou preta é proibida no Brasil", afirmou a Anvisa.

A Hypera Pharma informou ter adotado as medidas corretivas necessárias e se comprometeu com o cumprimento rigoroso da legislação sanitária. A reportagem não cita multas.

Alerta sobre tirzepatida em pó

Em 23 de setembro, a Anvisa também alertou para a venda irregular de tirzepatida em pó em redes sociais, segundo a Agência Brasil. A agência afirma que produtos preparados fora de ambiente estéril oferecem riscos como contaminação, concentração desconhecida do princípio ativo e infecções, já que injetáveis burlam as defesas naturais do organismo.

Esses pós não passaram por avaliação regulatória, o que impede confirmar segurança, pureza e qualidade. A Anvisa citou ainda o CBL-514, peptídeo sintético divulgado para redução de gordura localizada, que está em estudos de fase 2 e não tem autorização de venda.

A orientação da agência é que injetáveis sejam usados apenas quando fabricados com controle de qualidade e esterilidade, de preferência com acompanhamento médico.

Esta matéria reúne fatos divulgados entre 23 e 25 de setembro e ainda não teve desfecho: a Conitec deve analisar o pedido do governo.

Fontes consultadas nesta apuração

  • canetas emagrecedoras
  • SUS
  • Conitec
  • Anvisa
  • Padilha
  • obesidade
  • Ozempic
  • Mounjaro

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