Anvisa desmente boato de plástico e petróleo em ovos
Agência diz que não emitiu alerta e que a alegação não tem base científica; fiscalização de granjas cabe ao Ministério da Agricultura
Redação Apuramos
Publicado em
Agência diz que não emitiu alerta e que a alegação não tem base científica; fiscalização de granjas cabe ao Ministério da Agricultura
Redação Apuramos
Publicado em
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) negou ter emitido qualquer alerta sobre a presença de plástico ou petróleo em ovos vendidos no Brasil. A informação circulava em vídeos nas redes sociais e é falsa, afirmou a agência.
Segundo a Anvisa, não existem ovos feitos de plástico ou de petróleo, nem contendo essas substâncias, aprovados para consumo no país. As alegações, diz o órgão, não têm embasamento científico nem evidência que as sustente.
A agência esclareceu que a fiscalização de granjas e da produção de ovos não é atribuição dela, e sim do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), responsável por acompanhar e controlar esse tipo de alimento.
Essa divisão costuma gerar confusão. A Anvisa cuida da vigilância sanitária de medicamentos, cosméticos, saneantes e boa parte dos alimentos processados. Produtos de origem animal in natura — carnes, leite, ovos — ficam sob o Serviço de Inspeção do Mapa.
Aproveitando a repercussão, a Anvisa reforçou orientações de consumo seguro:
O cozimento completo é a principal barreira contra a salmonela, bactéria que pode estar presente na casca ou no interior do ovo e é destruída pelo calor.
A história de "ovo de plástico" reaparece em ondas nas redes desde a década passada, quase sempre acompanhada de vídeos em que a gema se comporta de forma inesperada — mais firme, mais elástica ou com aparência incomum. Variações de textura e cor têm explicações comuns: tempo de armazenamento, temperatura e alimentação das aves.
O padrão do boato também é conhecido: um vídeo sem origem identificada, atribuído a um órgão oficial que nunca disse aquilo. Neste caso, o suposto alerta da Anvisa simplesmente não existe.
Comunicados oficiais da Anvisa são publicados no site da agência, no portal gov.br. Alertas sanitários reais trazem número de resolução, lote, fabricante e data. Mensagem sem esses elementos, encaminhada por aplicativo, merece desconfiança.
Este texto tem caráter informativo e não substitui a orientação de um profissional de saúde.
Campanha vai até 1º de setembro nos 645 municípios paulistas; capital, Guarulhos e São Bernardo liberam a tríplice viral para todos de 6 meses a 59 anos
Registros saíram no Diário Oficial desta quarta (29); agência não informou preços nem data de chegada às farmácias
Pedido vai à Conitec; Padilha diz que Brasil recusou o preço do lenacapavir e que não pagará "valores estratosféricos"