A Apple apresentou nesta terça-feira (25) o M6, seu primeiro chip fabricado em processo de 2 nanômetros, já embarcado em um novo Mac mini. Ao mesmo tempo, a empresa lançou o M5 Ultra, descrito como o processador mais potente que já produziu, dentro do novo Mac Studio.
Segundo a Exame, os dois lançamentos marcam a atualização mais significativa da linha de computadores de mesa da companhia desde a chegada da geração M4, no fim de 2024. O Mac mini estava havia quase dois anos sem renovação de silício.
Nos Estados Unidos, o Mac mini com M6 parte de US$ 899, enquanto a configuração com o M5 Pro começa em US$ 1.699, informa o site VideoCardz. O Mac Studio sai por US$ 2.499 na versão com M5 Max e chega a US$ 5.499 com o M5 Ultra. As encomendas já estão abertas e as entregas começam em 22 de setembro. A Forbes classificou o anúncio como uma surpresa, feito fora de um evento tradicional da marca.
O que muda no M6
O novo chip traz uma CPU de 12 núcleos, dois a mais que o M5: dois núcleos "super", quatro de performance e seis de eficiência. A Apple afirma que o M6 entrega o desempenho single-thread mais rápido do mercado, é até 1,2 vez mais rápido em tarefas multithread que o M5 e até 2,4 vezes mais rápido que o M1, primeiro chip da série, lançado em 2020.
A GPU também ganhou dois núcleos, chegando a 12, agora com um Acelerador Neural em cada um. O resultado, segundo a empresa, é um aumento de quase 30% na capacidade de computação de inteligência artificial em relação ao M5 e mais de oito vezes ante o M1.
O M6 estreia ainda um Neural Engine duplo de 16 núcleos, com até o dobro da capacidade de pico das gerações anteriores, voltado a rodar tarefas de IA no próprio aparelho, sem depender da nuvem. O chip suporta até 32 GB de memória unificada, com banda de até 170 GB/s, 10% acima do M5.
"Hoje, estamos estreando o próximo grande salto em desempenho e capacidade de computação de IA para o Apple Silicon, com o avançadíssimo M6 e o chip mais poderoso da série M até hoje, o M5 Ultra", disse Sri Santhanam, vice-presidente do Grupo de Engenharia de Silício da Apple.
M5 Ultra junta quatro dies em um só processador
Voltado a trabalhos pesados como renderização 3D, efeitos visuais e modelos de IA rodando localmente, o M5 Ultra usa a tecnologia UltraFusion para conectar dois chips M5 Max, cada um já de arquitetura dupla. É a primeira vez que a Apple monta um processador da série M com quatro dies.
A conexão entre eles atinge banda de mais de 4,4 terabytes por segundo, com densidade seis vezes maior, o que permite que os quatro componentes físicos operem como um processador único.
A CPU chega a 36 núcleos, sendo 12 "super" e 24 de performance, com desempenho single-thread até 1,25 vez e multithread até 1,3 vez superior ao do M3 Ultra. A GPU tem 80 núcleos, todos com Acelerador Neural, e entrega até 4,5 vezes mais capacidade de computação de IA que a geração anterior.
O chip suporta até 512 GB de memória unificada, com banda de 1,2 TB/s, 50% acima do M3 Ultra. Segundo a Apple, é o suficiente para rodar no próprio computador modelos de linguagem com centenas de bilhões de parâmetros.
O último grande lançamento da era Tim Cook
O anúncio chega a poucos dias de uma troca simbólica no comando da empresa. Tim Cook deixa o cargo de CEO em 1º de setembro para se tornar presidente executivo do conselho, com John Ternus, chefe de engenharia de hardware, assumindo a liderança.
De acordo com a Fortune, Cook comunicou a saída em 20 de abril, após 15 anos no posto que herdou de Steve Jobs. Ternus está na Apple desde 2001 e é apontado como um dos responsáveis pela recuperação das vendas do Mac nos últimos anos. O evento de setembro, com os novos iPhones, deve ser sua primeira grande apresentação como CEO.