Ata do Fed indica nova alta de juros; Ibovespa cai (7/10)
Documento mostra que a maioria dos dirigentes vê outro aumento até o fim do ano. Bolsa brasileira recua perto de 205 mil pontos e dólar sobe a cerca de R$ 5.
Redação Apuramos
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Documento mostra que a maioria dos dirigentes vê outro aumento até o fim do ano. Bolsa brasileira recua perto de 205 mil pontos e dólar sobe a cerca de R$ 5.
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A ata da última reunião do Federal Reserve (Fed), o banco central dos Estados Unidos, reforçou nesta quarta-feira (7) a aposta de que os juros americanos podem subir mais uma vez antes do fim de 2026. O documento foi divulgado às 15h (horário de Brasília) e o mercado brasileiro operou em queda durante a tarde, com o Ibovespa perto de 205 mil pontos e o dólar em alta.
Segundo o InfoMoney, todos os integrantes do comitê apoiaram a alta de 25 pontos-base decidida em setembro. A maioria avaliou que "ao menos outro aumento provavelmente seria apropriado até o fim do ano". As projeções de inflação para 2026 a 2028 foram revisadas para cima, com convergência para a meta de 2% apenas em 2029.
A reunião a que a ata se refere foi realizada nos dias 15 e 16 de setembro. Conforme a CNN Brasil, naquela ocasião o Fed elevou os juros pela primeira vez desde 2023.
Ibovespa
De acordo com a CNN Brasil, às 15h30 o Ibovespa recuava 0,26%, aos 205.294 pontos. O InfoMoney registrava, às 16h18, queda de 0,41%, aos 204.988,74 pontos. O índice chegou a tocar a mínima de 204.200,57 pontos (-0,79%) às 12h29 e teve máxima de 206.877,47 pontos às 10h21.
A CNN Brasil afirma que a bolsa oscilou entre alta e baixa na primeira hora e firmou queda por volta das 11h. Na sessão anterior, o índice também havia fechado em baixa, com realização de lucros após a alta que se seguiu ao primeiro turno das eleições presidenciais.
Dólar
O dólar comercial subia 0,33%, a R$ 4,993 na venda, às 14h09, com máxima de R$ 5,010 e mínima de R$ 4,982, segundo o InfoMoney. Para a CNN Brasil, a moeda avançava 0,45%, perto de R$ 5, às 15h30. Na terça-feira (6), o dólar tinha fechado em baixa de 0,55%, a R$ 4,9745.
O que pesou no dia
Os dois veículos citam a aversão a risco no exterior, com Wall Street em queda, e a perda de força do rali pós-primeiro turno. A alta dos rendimentos dos Treasuries e do petróleo também pressionou. O Brent chegou a superar US$ 100 o barril pela manhã e, à tarde, recuava mais de 0,38%, segundo a CNN Brasil, em meio a tensões no Oriente Médio.
Destaques entre as ações
Segundo a CNN Brasil, a Petrobras subia mais de 1% após o leilão do pré-sal realizado na quarta. A Vale caía mais de 2%, com o mercado de minério de ferro sem cotação na China por causa de feriado nacional. Pelo InfoMoney, a ação recuava 2,40% às 16h31. O Itaú Unibanco caía 1,9%, assim como os demais bancos, em dia de alta nos juros futuros longos. O InfoMoney informou que o Bradesco (BBDC4) caía 3,74% nos minutos finais do pregão.
Os números acima são de movimentos durante a tarde e podem diferir do fechamento oficial.
Agenda política
A CNN Brasil também registrou que Flávio Bolsonaro (PL) recebeu apoio de Novo, União e PP para o restante da disputa, e que o presidente Lula se reuniu com deputados jovens eleitos. O ministro da Fazenda, Dario Durigan, participou da abertura do Incorpora, fórum da Associação Brasileira de Incorporadoras.
Moeda americana encerra a R$ 4,9745, menor valor desde maio. Bolsa recua 0,52% e fecha a 205,8 mil pontos após rali histórico.
Ação lidera as perdas do Ibovespa, que corrige após a disparada de 7,7% na véspera. Dólar segue abaixo de R$ 5.
Projeção para o IPCA do ano sobe de 4,99% para 5,01%, a terceira alta seguida. Selic fica em 13,5% e PIB, em 1,85%.