Ataque ao aeroporto de Riad deixa 12 mortos e 309 feridos
Coalizão liderada pela Arábia Saudita atribui o ataque aos houthis e promete resposta. Trump diz que avalia se os EUA entram na ofensiva.
Redação Apuramos
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Coalizão liderada pela Arábia Saudita atribui o ataque aos houthis e promete resposta. Trump diz que avalia se os EUA entram na ofensiva.
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Um ataque ao Aeroporto Internacional King Khalid, em Riad, na Arábia Saudita, deixou ao menos 12 mortos e 309 feridos, segundo a autoridade de aviação civil saudita. A coalizão liderada pelos sauditas atribuiu o ataque aos houthis, do Iêmen, e prometeu uma resposta. O aeroporto está com as operações suspensas.
Segundo a CBS News, que cita uma autoridade regional, um míssil atingiu um complexo que abriga os terminais 3 e 4, usados em voos domésticos. A ABC News da Austrália descreve o episódio, ocorrido no sábado (10), como o ataque mais letal no reino em mais de uma década, sem alerta prévio do sistema de aviso.
Quem eram as vítimas
De acordo com a autoridade de aviação civil, citada pela ABC, morreram quatro sauditas, dois bangladeshianos e uma pessoa de cada um destes países: Estados Unidos, Egito, Jordânia, Síria, Sudão e Palestina. Várias pessoas seguem em estado crítico, segundo a CBS News.
Semana de ataques
A ABC informa que os houthis atacaram na quarta-feira (7) os aeroportos de Riad e de Abha com mísseis balísticos e drones, em retaliação a ataques aéreos apoiados pela Arábia Saudita contra o aeroporto de Sanaa, no Iêmen. Na quinta-feira (8), o aeroporto de Riad e uma aeronave estacionada foram atingidos, e três sauditas morreram, entre eles um piloto.
Os houthis assumiram a autoria dos ataques anteriores. Segundo a CBS News, o grupo ainda não reivindicou o ataque de sábado. A coalizão saudita o chamou de crime de guerra.
Voos suspensos
As operações no aeroporto foram interrompidas por motivos de segurança, e o fechamento foi prorrogado no domingo. Segundo a CBS News, a plataforma FlightAware registrou ao menos 291 voos cancelados em 24 horas. Air India, FlyDubai, Grupo Lufthansa e Pakistan International Airlines suspenderam voos para a Arábia Saudita.
Estados Unidos, Reino Unido, Alemanha, Austrália e Canadá recomendaram que seus cidadãos evitem o aeroporto, de acordo com a CBS e a ABC.
Em novo comunicado neste domingo, o porta-voz militar houthi Yahya Saree voltou a alertar companhias aéreas e viajantes para que evitem a maioria dos aeroportos sauditas. Ele afirmou que o reino é responsável por falhas nas interceptações. Os aeroportos de Meca e Medina ficaram fora do alerta, segundo a ABC.
Reação internacional
O secretário de Estado americano, Marco Rubio, condenou o que chamou de "ataques terroristas" dos houthis e citou a morte de um cidadão dos EUA, segundo a CBS News. A Al Jazeera registra que Estados Unidos, Catar, Egito e Omã condenaram o ataque.
O enviado especial da ONU para o Iêmen, Hans Grundberg, classificou o episódio como uma "escalada perigosa", conforme a CBS News.
Perguntado se os EUA devem se juntar aos ataques sauditas contra os houthis, o presidente Donald Trump respondeu: "Podemos. Vamos analisar", segundo a CBS. A ABC acrescenta que ele pretendia conversar com o príncipe herdeiro Mohammed bin Salman. A Al Jazeera informa que Washington debate tanto atacar os houthis quanto retomar ataques contra o Irã.
O que esperar
A ABC avalia que a Arábia Saudita parecia evitar uma guerra total com os houthis, mas que o ataque deve aumentar a pressão sobre aliados, como os EUA, por apoio militar. Não há previsão de quando o aeroporto de Riad voltará a funcionar.
As informações foram atualizadas até a tarde deste domingo (11) e podem mudar.
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