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Trump descarta atacar o Irã até 3/11; Teerã rejeita ameaças

Presidente americano prometeu não atacar antes das eleições de meio de mandato, enquanto o presidente iraniano diz que negociar sob ameaça "não é negociação". Petróleo recua nesta sexta (9).

Redação Apuramos

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René DeAnda/Unsplash — imagem ilustrativa
René DeAnda/Unsplash — imagem ilustrativa

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que o país não atacará o Irã antes das eleições legislativas de meio de mandato, marcadas para 3 de novembro. Nesta sexta-feira (9), o presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, respondeu que negociar sob ameaça de força não é negociar. O petróleo recuou nos mercados.

Esta matéria atualiza a cobertura do impasse em Ormuz publicada pelo Apuramos na quarta-feira (7).

O que disse Trump

Segundo a agência Reuters, em publicação na Truth Social na quinta-feira (8), Trump disse que os EUA mantêm "discussões produtivas com a República Islâmica do Irã" e que "não atacaremos o Irã em nenhum momento antes das eleições de meio de mandato". Ele afirmou ainda que o bloqueio americano aos portos iranianos continua em vigor e que o petróleo segue passando pelo Estreito de Ormuz.

De acordo com a Reuters, a guerra, iniciada em fevereiro com ataques de EUA e Israel contra o Irã, custa cerca de US$ 3 bilhões por mês e se tornou tema central da campanha eleitoral americana. Os preços altos da gasolina e o conflito pesam sobre candidatos republicanos, e Trump espera que o petróleo caia com força após a votação, segundo a agência.

A resposta de Teerã

Em discurso nesta sexta, durante a cúpula da Comunidade de Estados Independentes, no Turcomenistão, Pezeshkian declarou que "uma negociação realizada sob a ameaça da força não é uma negociação". Conforme a AFP, publicada pelo jornal O Povo, ele disse também que as sanções americanas prejudicam o comércio, a energia e a ordem regional.

Ainda segundo a AFP, as conversas estão praticamente paralisadas mais de sete meses após o início da guerra. Os dois lados assinaram um cessar-fogo em abril e um protocolo de acordo em junho, mas a disputa pelo controle de Ormuz continua gerando ataques e ameaças. Os últimos contatos diretos ocorreram no fim de setembro, em Nova York, à margem da Assembleia Geral da ONU.

Proposta e canais indiretos

Depois desses encontros, o Irã propôs reabrir o Estreito de Ormuz em sete dias, em troca, entre outras condições, do fim das sanções econômicas americanas. Trump rejeitou a oferta, mas manteve aberta a via de negociações indiretas e não descartou retomar os ataques, informou a AFP.

Segundo o portal português 24 Notícias, o chanceler iraniano, Abbas Araghchi, confirmou que o processo negocial segue por intermediários. Teerã analisa a resposta americana à sua proposta e deve responder em alguns dias. Os termos completos não foram divulgados e não há acordo definitivo.

Sanções e petróleo

A AFP registra que os EUA não atacam o Irã desde 1º de setembro, mas aumentaram a pressão econômica com novas sanções ao setor aéreo iraniano.

Nos mercados, o petróleo desceu nesta sexta. De acordo com o 24 Notícias, o Brent recuou cerca de 1,6%, para US$ 102,60 por barril, e o WTI caiu cerca de 1,4%, para US$ 90,18. Apesar da queda, o Brent caminhava para fechar a semana em alta. Ataques a navios e ameaças à navegação persistem, e os mercados não consideram a crise superada.

O que esperar

A promessa de Trump vale até a votação de 3 de novembro e não encerra o conflito nem suspende o bloqueio. A próxima etapa é a resposta formal do Irã à proposta sobre Ormuz, que, segundo o chanceler, deve sair nos próximos dias.

Fontes consultadas nesta apuração

  • Irã
  • Estados Unidos
  • Trump
  • Ormuz
  • petróleo
  • Pezeshkian
  • eleições nos EUA

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