Israel lembra 3 anos do 7 de Outubro entre homenagens e protestos
Cerimônias em cerca de 400 locais marcaram a data; famílias de vítimas cobram comissão de inquérito, e eleições estão marcadas para 27 de outubro.
Redação Apuramos
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Cerimônias em cerca de 400 locais marcaram a data; famílias de vítimas cobram comissão de inquérito, e eleições estão marcadas para 27 de outubro.
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Israel marcou nesta quarta-feira (7) o terceiro aniversário do ataque do Hamas de 7 de outubro de 2023, com cerimônias, homenagens e protestos em cerca de 400 locais, segundo a agência italiana ANSA, em texto publicado pelo portal Terra.
As primeiras homenagens começaram às 6h29, hora local, o momento exato em que o ataque teve início, três anos atrás. O país fez um minuto de silêncio.
Segundo o Observador, de Portugal, a data foi marcada por uma cerimônia no kibutz Re'im, onde o Hamas matou 378 pessoas no festival de música Nova e levou 44 como reféns. A Gazeta Brasil fala em mais de 370 mortos no local.
De acordo com dados israelenses citados pela ANSA, cerca de 1,2 mil pessoas foram mortas e 251 foram sequestradas em 7 de outubro de 2023. A agência descreve o episódio como o ataque mais letal contra civis judeus desde o Holocausto.
O presidente da França, Emmanuel Macron, lembrou a data em publicação na rede X, citando "ataques terroristas bárbaros do Hamas". Segundo o Observador, o ataque custou a vida a 51 franceses.
Na região do festival Nova, familiares fizeram silêncio diante de retratos e flores. No cruzamento Sha'ar HaNegev Arches, a bandeira israelense ficou a meio mastro. Hospitais e universidades também prestaram homenagens, segundo a ANSA.
A cerimônia nacional está marcada para as 21h15 (horário local) no Parque Hayarkon, em Tel Aviv, e será conduzida pelo ex-refém Eli Sharabi e pela atriz Shani Cohen.
Ao mesmo tempo, a data teve protestos. A ANSA informa que ativistas se manifestaram diante das casas de ministros que integravam o governo no dia do ataque. Segundo a Gazeta Brasil, manifestantes antigoverno bloquearam a rodovia Ayalon, em Tel Aviv, pedindo uma comissão estatal de inquérito sobre as falhas que permitiram o ataque. O mesmo texto afirma que o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu resiste à criação do órgão há três anos, e que um pai de vítimas gritou "vergonha" durante uma cerimônia oficial.
A ANSA lembra que Netanyahu segue no centro das críticas por não assumir responsabilidade pelo colapso de segurança, enquanto antigos chefes militares e de inteligência reconheceram falhas próprias. Segundo a agência, as eleições estão marcadas para 27 de outubro, e o luto, a situação dos reféns, a guerra em Gaza e as falhas do governo devem influenciar o voto.
Pesquisas citadas pela ANSA mostram mudança na opinião pública. Levantamento do Fórum de Defesa e Segurança de Israel indica que a parcela dos que veem um Estado palestino como ameaça desastrosa subiu de 31% (setembro de 2023) para 52%. Já o apoio a um acordo com uma liderança palestina considerada moderada caiu de 52% para 31%. Pesquisa do Instituto para a Segurança Nacional aponta que 59% acreditam que um ataque semelhante pode se repetir na fronteira com Gaza nos próximos anos.
Em comunicado, o Hamas chamou o 7 de outubro de "dia glorioso na história" do povo palestino, segundo a ANSA. O grupo afirmou que cumpre o cessar-fogo e acusou Israel de genocídio, alegando que mais de 74 mil palestinos morreram nos três anos seguintes. Israel rejeita a acusação de genocídio e diz travar uma guerra de autodefesa, segundo a Gazeta Brasil.
A Gazeta Brasil cita ainda o Ministério da Saúde de Gaza, que contabiliza mais de 74 mil mortos desde o início da guerra, cerca de 1,46 mil deles desde que o cessar-fogo mediado pelos EUA entrou em vigor, em 10 de outubro de 2025. O texto afirma que ataques israelenses continuam quase diariamente. Segundo o Escritório da ONU para Assuntos Humanitários (OCHA), cerca de 279 mil pessoas estão abrigadas em 400 locais sujeitos a alagamentos.
Ainda de acordo com a ANSA, as Forças de Defesa de Israel fizeram batidas noturnas na Cisjordânia e prenderam dezenas de suspeitos. A agência palestina Wafa informou que um homem de 44 anos morreu e outras 14 pessoas ficaram feridas em um ataque de colonos israelenses contra trabalhadores da colheita de azeitonas perto de Nablus.
O Apuramos acompanha os desdobramentos.
Presidente Pezeshkian critica conversas com os EUA, enquanto Trump rejeita proposta iraniana e admite novo ataque após as eleições de meio de mandato.
Segundo o prefeito de Moscou, a maioria dos aparelhos foi interceptada. Depósito de combustível que abastece aeroportos da capital teria sido atingido, e o ataque encerra uma relativa calmaria desde meados de setembro.
Ministério da Defesa ucraniano afirma que ataques a refinarias paralisaram metade da capacidade da Rússia. Putin admitiu perda de cerca de 1% do PIB, segundo a AP.