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Ataque ucraniano a refinaria russa deixa 13 mortos e 75 feridos

Drones atingiram a refinaria Taneco, em Nizhnekamsk, no Tartaristão; região decreta luto e Rússia abre inquérito por "ataque terrorista"

Redação Apuramos

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Ataque ucraniano a refinaria russa deixa 13 mortos e 75 feridos
Christian Harb/Unsplash — imagem ilustrativa

Um ataque de drones ucranianos contra Nizhnekamsk, cidade do Tartaristão, no centro da Rússia, matou 13 pessoas — entre elas uma criança — e deixou dezenas de feridos na manhã desta segunda-feira (10). Segundo a Associated Press, foi um dos episódios mais letais em território russo nos quatro anos de guerra.

O Estado-Maior das Forças Armadas da Ucrânia afirmou ter atingido a refinaria Taneco, na cidade, provocando um incêndio. A agência Reuters informou que a unidade, controlada pela petroleira Tatneft, é uma das maiores e tecnologicamente mais avançadas da Rússia: processou 17 milhões de toneladas de petróleo bruto em 2024, produzindo 2,7 milhões de toneladas de gasolina e 8,5 milhões de toneladas de diesel.

Nizhnekamsk tem cerca de 240 mil habitantes e abriga duas refinarias e uma planta petroquímica. A cidade fica a aproximadamente 800 km a leste de Moscou e a cerca de 1.200 km da fronteira com a Ucrânia, conforme os cálculos da AP.

Divergência nos números

O balanço de vítimas variou ao longo do dia. As primeiras informações divulgadas por autoridades regionais e reproduzidas pela Reuters e pela Al Jazeera falavam em 13 mortos e 39 feridos. Em atualização posterior, a assessoria de Rustam Minnikhanov, chefe do Tartaristão, elevou o número de feridos para 75, segundo a AP. A rede CNN informou que 21 pessoas foram hospitalizadas.

A reação da Rússia

Minnikhanov classificou o ataque como "bárbaro" em publicação no Telegram e afirmou que infraestrutura civil foi atingida. Sua assessoria descreveu a ofensiva como "massiva", dirigida a alvos industriais e civis, e anunciou um dia de luto na república.

Svetlana Petrenko, porta-voz do Comitê de Investigação da Rússia, disse a jornalistas que foi aberto um inquérito criminal sobre o que o órgão qualifica como "ataque terrorista". Segundo ela, Kiev atingiu instalações industriais e civis "que não tinham nenhuma ligação" com as Forças Armadas do país. O Ministério da Defesa russo afirmou ter interceptado mais de 450 drones ucranianos durante a noite.

O que diz a Ucrânia

Ainda no domingo (9), o presidente Volodymyr Zelensky havia declarado nas redes sociais que os ataques a refinarias russas continuariam. "Damos respostas inteiramente justificadas, e cada ataque russo será respondido. A guerra da Rússia será sentida cada vez mais na casa deles — na Rússia", escreveu, segundo a AP. Ele acrescentou que "a única razão pela qual isso continua é a recusa da Rússia em encerrar esta guerra".

De Moscou, a correspondente da Al Jazeera Yulia Shapovalova relatou que a mesma zona industrial já havia sido alvo em junho e julho e classificou a ação desta segunda como um dos maiores ataques coordenados de longo alcance já realizados pela Ucrânia. Ainda nesta segunda, drones ucranianos provocaram incêndio em uma instalação industrial na região de Tyumen, na Sibéria ocidental, informou o governador Alexander Moor.

Não foi possível verificar de forma independente as versões apresentadas pelos dois lados, ressalvou a AP.

Do outro lado da fronteira

No mesmo dia, ao menos cinco pessoas morreram em um vilarejo do distrito de Chuhuiv, na região ucraniana de Kharkiv, no que a promotoria regional descreveu como um "ataque massivo de artilharia" russo contra área residencial. O órgão apura possíveis crimes de guerra, segundo a Al Jazeera.

O escritório europeu da Organização Mundial da Saúde informou que um de seus armazéns na região de Dnipro foi atingido duas vezes em menos de 24 horas, destruindo cerca de US$ 500 mil em suprimentos de emergência destinados a unidades de saúde na linha de frente. Não houve vítimas.

Dados da ONU citados pela AP apontam 1.396 civis mortos e 7.978 feridos na Ucrânia no primeiro semestre de 2026 — alta de 37% em relação ao mesmo período do ano passado. Rússia e Ucrânia afirmam não ter a população civil como alvo.

Fontes consultadas nesta apuração

  • Ucrânia
  • Rússia
  • guerra na Ucrânia
  • drones
  • refinaria
  • Tartaristão
  • Nizhnekamsk
  • Zelensky

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