Trump e Delcy Rodríguez se reúnem pela 1ª vez após Maduro
Encontro em Nova York foi o primeiro contato direto entre um presidente dos EUA e um líder venezuelano em mais de uma década, meses após a captura de Maduro.
Redação Apuramos
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Encontro em Nova York foi o primeiro contato direto entre um presidente dos EUA e um líder venezuelano em mais de uma década, meses após a captura de Maduro.
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Donald Trump e a presidenta interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, se encontraram pessoalmente pela primeira vez na noite de terça-feira (22), em Nova York. Foi o primeiro contato direto entre um presidente americano e um governante venezuelano em mais de onze anos.
Segundo a Infobae, o encontro aconteceu no hotel Lotte New York Palace, à margem da 81ª Assembleia Geral da ONU. Participaram também o secretário de Estado Marco Rubio, o secretário do Tesouro Scott Bessent, a chefa de gabinete da Casa Branca Susie Wiles e o subchefe de gabinete Stephen Miller. A reunião foi realizada a portas fechadas, sem acesso da imprensa.
De acordo com a Gazeta Brasil, o último encontro de um presidente dos Estados Unidos com um líder venezuelano havia sido em 2015, entre Barack Obama e Nicolás Maduro — o que reforça o caráter histórico do reencontro diplomático entre os dois países.
O pano de fundo da aproximação é a captura de Maduro, realizada por forças americanas em 3 de janeiro de 2026, durante uma operação militar em Caracas, sob acusação de narcoterrorismo. Rodríguez, então vice-presidenta, assumiu a presidência interina do país com apoio dos Estados Unidos.
Em comunicado citado pela Gazeta Brasil, Rodríguez afirmou que a conversa tratou do "fortalecimento das relações bilaterais" e de cooperação nas áreas de energia, mineração e segurança. Ela também agradeceu a Trump pelo apoio dos EUA durante a emergência do terremoto que atingiu a Venezuela em junho, e pelo apoio à reinserção do país em espaços multilaterais.
O encontro ocorre em meio à execução de um acordo fechado em agosto entre Washington e Caracas, que dá a empresas americanas participação majoritária em projetos petrolíferos venezuelanos. Segundo a Infobae, Trump classificou o pacto como "talvez o maior acordo já feito", com previsão de mais de US$ 100 bilhões em investimentos e meta de produção acima de 1,5 milhão de barris diários ao longo de 25 anos.
Nem todos comemoraram a aproximação entre os dois governos. Conforme relatou a Gazeta Brasil, a líder opositora María Corina Machado questionou publicamente a capacidade de Rodríguez de conduzir uma transição democrática no país, enquanto manifestantes venezuelanos reunidos em Nova York pediram eleições livres.
O aceno de Washington a Caracas reforça a guinada nas relações entre os dois países desde a queda de Maduro, com o governo americano buscando consolidar influência econômica e política na Venezuela em meio à disputa por reservas de petróleo e à reorganização do poder no país.
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