Trump ameaça "aniquilar" o Irã em discurso na ONU
Discurso na Assembleia Geral e encontro com Zelensky marcam dia de Trump em Nova York, entre ultimato ao regime iraniano e otimismo sobre um acordo de paz na Ucrânia.
Redação Apuramos
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Discurso na Assembleia Geral e encontro com Zelensky marcam dia de Trump em Nova York, entre ultimato ao regime iraniano e otimismo sobre um acordo de paz na Ucrânia.
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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse nesta terça-feira (22) que enfrenta "uma grande decisão" sobre o Irã: fechar um acordo com o regime iraniano ou "aniquilar a República Islâmica, e fazer isso rapidamente". A declaração foi feita durante o discurso de Trump na Assembleia Geral da ONU, em Nova York.
Segundo a Axios, Trump afirmou que o Irã estaria adiando as negociações nucleares para observar o resultado das eleições de meio de mandato nos Estados Unidos. Ele descartou qualquer influência do calendário eleitoral sobre sua decisão a respeito do país.
"Isso nem passa pela minha cabeça. A única coisa que importa é que o Irã nunca terá uma arma nuclear", declarou o presidente americano, segundo a reportagem da Axios sobre o discurso.
A fala ocorre em meio a um cenário de desgaste doméstico para Trump: pesquisas citadas pela reportagem apontam que 71% dos eleitores americanos desaprovam sua condução da política externa, e 76% consideram que o confronto militar dos EUA com o Irã não valeu o custo em vidas e recursos.
Ainda em Nova York, Trump se reuniu na tarde desta terça com o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, à margem da Assembleia Geral. De acordo com o Jerusalem Post, o americano se mostrou otimista quanto a um desfecho para a guerra entre Rússia e Ucrânia, embora tenha evitado detalhar os termos de um possível entendimento.
"Acho que eles vão chegar a um acordo, e não quero dizer qual será o acordo", afirmou Trump, segundo o Jerusalem Post. Ele acrescentou que mantém conversas com o presidente russo, Vladimir Putin, e que o líder do Kremlin estaria disposto a se encontrar com autoridades ucranianas para discutir o fim do conflito.
Questionado se a Ucrânia poderia recuperar todo o território tomado pela Rússia, Trump não se comprometeu com uma resposta direta, mas elogiou a resistência do país. "Eles podem se orgulhar de si mesmos, independentemente do que aconteça", disse, classificando os ucranianos como "pessoas muito, muito talentosas".
O encontro entre os dois líderes também tratou do possível envio de mais sistemas de mísseis Patriot para o território ucraniano, item que já havia sido discutido em rodadas anteriores de negociação entre Washington e Kiev.
Zelensky chegou aos Estados Unidos nesta semana para participar da Assembleia Geral e buscar avanços tanto na cooperação militar quanto em uma possível trégua para ataques à infraestrutura de energia, tema que deve seguir na pauta das conversas entre as delegações nos próximos dias.
Com as declarações sobre Irã e Ucrânia no mesmo discurso, Trump reforçou o papel dos Estados Unidos como interlocutor central em duas das principais crises internacionais da atualidade, num momento em que a condução da política externa americana é alvo de críticas mesmo dentro do país.
Encontro em Nova York foi o primeiro contato direto entre um presidente dos EUA e um líder venezuelano em mais de uma década, meses após a captura de Maduro.
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