Rússia ataca Ucrânia na véspera de Zelensky ver Trump na ONU
Ataques deixaram mortos em Dnipro horas antes do encontro entre os dois presidentes nesta terça (22), em Nova York, à margem da Assembleia Geral da ONU.
Redação Apuramos
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Ataques deixaram mortos em Dnipro horas antes do encontro entre os dois presidentes nesta terça (22), em Nova York, à margem da Assembleia Geral da ONU.
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A Rússia lançou uma nova onda de ataques com mísseis e drones contra a Ucrânia na madrugada desta terça-feira (22), horas antes de o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, se reunir com Donald Trump em Nova York, à margem da Assembleia Geral da ONU.
Segundo a Euronews, as forças russas dispararam mísseis antinavio, balísticos e de cruzeiro, além de mais de 200 drones, contra ao menos quatro regiões ucranianas e a península da Crimeia. A defesa aérea russa afirmou ter derrubado 297 drones lançados pela Ucrânia na mesma noite.
O ataque mais grave atingiu a região de Dnipro. De acordo com o jornal O Povo, que cita o administrador militar de Dnipropetrovsk, Oleksandr Ganja, pelo menos quatro pessoas morreram, e equipes de resgate seguiam trabalhando para retirar vítimas dos escombros. Quatro bairros da cidade foram atingidos por mísseis, drones e artilharia, com danos a armazéns e a uma empresa. Instalações industriais em Kryvyi Rig e Pavlograd também foram alvo dos bombardeios.
Em Kiev, cinco pessoas ficaram feridas, e outras cinco foram registradas em outras regiões do país, segundo a Euronews. Moscou afirmou ter mirado a fábrica Fire Point, na capital ucraniana — apontada pelos russos como produtora de componentes para mísseis de cruzeiro —, uma fábrica de tabaco em Poltava, que a Rússia diz fabricar munição de pequeno porte, além de instalações metalúrgicas, químicas, energéticas e portuárias.
A Ucrânia revidou ainda durante a noite. Drones ucranianos atingiram a refinaria Kuibyshev, da estatal russa Rosneft, na região de Samara, provocando um grande incêndio na instalação. O ataque deixou uma pessoa morta e quatro feridas na região, de acordo com a Euronews.
Os bombardeios ocorrem no momento em que Zelensky está em Nova York para a Assembleia Geral da ONU. O encontro com Trump está marcado para a tarde desta terça-feira — o primeiro entre os dois desde julho. Segundo a Exame, Zelensky afirmou que há "impulso diplomático" em torno da conversa e que ela "pode mudar muita coisa".
Na agenda, segundo a Euronews, estão propostas de desescalada do conflito e um novo pedido ucraniano por sistemas de defesa antiaérea Patriot. Zelensky também deve discutir garantias de segurança de longo prazo com Washington, que retomou os esforços de mediação para encerrar a guerra, iniciada em 2022.
O presidente francês, Emmanuel Macron, chegou a propor uma trégua nos ataques à infraestrutura energética dos dois países e uma "moratória" para operações militares no Mar Negro, de acordo com a Euronews. Antes de embarcar para os Estados Unidos, Zelensky também se reuniu com senadores americanos, a quem agradeceu pelo apoio bipartidário à aprovação de sanções mais duras contra a Rússia.
Até o momento, não há sinal de acordo imediato entre as partes. A guerra na Ucrânia já dura mais de quatro anos, e os ataques desta terça-feira reforçam a dificuldade de se chegar a um cessar-fogo mesmo com a intensificação da mediação americana.
Encontro em Nova York foi o primeiro contato direto entre um presidente dos EUA e um líder venezuelano em mais de uma década, meses após a captura de Maduro.
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