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B3 atrasa abertura do pregão e deixa ativos em leilão (31/07)

Bolsa informou que problemas no envio de arquivos e na abertura da Câmara B3 adiaram a negociação de mini índice e mini dólar; demais ativos ficaram em leilão sem horário definido para o início do pregão

Redação Apuramos

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B3 atrasa abertura do pregão e deixa ativos em leilão (31/07)
Jakub Żerdzicki/Unsplash — imagem ilustrativa

A B3 atrasou a abertura do pregão de listados nesta sexta-feira (31) por causa de problemas no envio de arquivos e na abertura da Câmara B3, a estrutura de compensação e liquidação da bolsa. Em comunicado publicado no próprio site, a companhia informou que a negociação dos contratos futuros de mini índice (WIN) e mini dólar (WDO) teve início postergado e que todos os demais ativos e contratos permaneceriam em leilão até a conclusão da entrega dos arquivos da clearing aos participantes do mercado.

O aviso, intitulado "Abertura Excepcional do Pregão de Listado", diz que a falha já havia sido comunicada previamente ao mercado. "Manteremos o mercado informado com atualizações periódicas por esse canal até a completa normalização dos serviços e a abertura regular da negociação", afirmou a bolsa.

Quem abriu o home broker depois das 9h (horário de Brasília) encontrou os índices futuros do Ibovespa e o dólar futuro ainda em leilão, segundo o InfoMoney, que publicou a informação às 9h15. A Reuters, em texto distribuído pelo UOL, e o Money Times também registraram o adiamento da abertura dos contratos.

Até a publicação desta reportagem, a B3 não havia divulgado horário previsto para o início regular das negociações nem apontado a causa técnica específica da falha nos arquivos.

O que é a Câmara B3 e por que ela trava o pregão

A Câmara B3 é a contraparte central que registra, compensa e liquida as operações feitas na bolsa. No fim de cada sessão, ela envia aos participantes — corretoras, custodiantes e gestoras — os arquivos que permitem reconciliar posições e saldos dos investidores.

Sem esses arquivos disponíveis, os participantes não conseguem confirmar de forma segura as posições de abertura, o que na prática inviabiliza o começo normal do pregão. Foi por isso que os ativos ficaram presos na fase de leilão, em que ordens são registradas mas não há formação contínua de preço.

Precedente em 2021

Não é a primeira vez que uma falha na integração entre negociação e clearing afeta a rotina da B3. Em 11 de junho de 2021, a bolsa comunicou aos clientes um incidente na infraestrutura que impactou a visualização de posições e saldos em algumas contas. Na ocasião, conforme apurou o InfoMoney com a Reuters, a B3 afirmou ter registrado problemas nos sistemas que fazem a integração entre as plataformas de negociação e a clearing, com atrasos nos procedimentos de pós-negociação.

Um dia cheio para o mercado

O travamento pegou o mercado em um dia carregado. Na véspera, o Ibovespa havia fechado em alta de 1,88%, aos 177.159 pontos, de acordo com o Rio Times Online, no melhor pregão em semanas.

Entre os destaques corporativos, o conselho de administração da Vale aprovou o pagamento de R$ 2,03 por ação em juros sobre capital próprio e dividendos — cerca de US$ 1,7 bilhão no total, segundo o Money Times. Terão direito os acionistas com posição no fim do pregão de 11 de agosto; as ações passam a ser negociadas "ex" em 12 de agosto, e o pagamento está previsto para 2 de setembro. No mesmo encontro, a companhia autorizou um novo programa de recompra de até 100 milhões de ações ordinárias, com duração de 18 meses e início em 19 de agosto.

A agenda macroeconômica do dia também é cheia: o Tesouro Nacional divulga o resultado primário de junho às 11h30 e o Índice de Preços ao Produtor sai ao meio-dia, conforme levantamento do Rio Times Online.

Reportagem em atualização.

Fontes consultadas nesta apuração

  • b3
  • bolsa de valores
  • ibovespa
  • mercado financeiro
  • pregão
  • mini índice
  • vale

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