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Dólar hoje (24/09): moeda sobe com Trump-Xi e corte do BC

Moeda foi cotada a R$ 5,182 na abertura desta quinta-feira, enquanto o Ibovespa operava de lado à espera da reunião entre EUA e China e da pesquisa Datafolha.

Redação Apuramos

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Alexander Grey/Unsplash — imagem ilustrativa
Alexander Grey/Unsplash — imagem ilustrativa

O dólar comercial abriu em alta nesta quinta-feira (24), cotado a R$ 5,182 na venda — variação de 0,27% em relação ao fechamento de quarta-feira (23), quando a moeda subiu 1,27% e encerrou o pregão a R$ 5,1689. O contrato futuro para outubro também operava em alta, a R$ 5,187, avanço de 0,30%, segundo o InfoMoney.

Enquanto isso, o Ibovespa andava de lado. Por volta das 11h27, o principal índice da bolsa brasileira cedia 0,06%, aos 185.695,48 pontos, após fechar a quarta-feira com queda de 0,86%, de acordo com o Diário do Grande ABC. Ao longo da manhã, o índice oscilou entre uma máxima de 186.211,43 pontos e uma mínima de 185.294,66 pontos.

Parte da cautela vinha do exterior: o petróleo tipo Brent se aproximava de US$ 101 por barril, o que impulsionava as ações da Petrobras, em alta de 1,05% a 1,34% no pregão, segundo o Diário do Grande ABC.

No radar doméstico, o Banco Central divulgou nesta semana o Relatório de Política Monetária trimestral, no qual reduziu a projeção de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) para 2026 de 2,0% para 1,8%. Para 2027, a expectativa do BC é de expansão de 1,4% — número mais conservador do que a previsão do Ministério da Fazenda, que mantém a estimativa em 2,0% para este ano, segundo o InfoMoney. A autoridade monetária também realizou dois leilões de linha, somando US$ 1 bilhão, às 10h30, em mais uma tentativa de conter a volatilidade cambial.

A agenda do dia ainda reservava uma entrevista do presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, que deveria comentar os números do relatório e os próximos passos da política monetária, além da divulgação, à noite, de uma nova pesquisa Datafolha sobre a corrida eleitoral. Segundo um analista ouvido pelo Diário do Grande ABC, a expectativa por essas definições ajudava a explicar por que "a bolsa está de lado".

No exterior, o dólar era sustentado pela valorização global da moeda americana, em meio à repercussão do encontro entre o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o líder chinês, Xi Jinping, em Washington. Segundo o InfoMoney, os dois mandatários teriam prorrogado a trégua comercial entre as duas maiores economias do mundo até 10 de janeiro, o que aliviou parte da tensão bilateral, mas não foi suficiente para reduzir a procura por proteção cambial.

Com o país às vésperas de mais um pleito presidencial, marcado para outubro, o mercado financeiro segue especialmente sensível a pesquisas eleitorais e a sinais do Banco Central sobre o ritmo de crescimento da economia — combinação que tem mantido o real sob pressão nos últimos pregões.

Fontes consultadas nesta apuração

  • dólar
  • economia
  • ibovespa
  • banco-central
  • mercado-financeiro
  • eleições-2026

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