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Bitcoin hoje (21/09): moeda sobe 5% e chega a US$ 85 mil

Criptomoeda atinge maior valor em oito meses após liquidação forçada de quase US$ 650 milhões em apostas contra o ativo, em dia de otimismo nos mercados globais.

Redação Apuramos

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Alexander Grey/Unsplash — imagem ilustrativa
Alexander Grey/Unsplash — imagem ilustrativa

O bitcoin ultrapassou a marca de US$ 85 mil nesta segunda-feira (21), atingindo o maior valor em oito meses, impulsionado por uma onda de liquidações forçadas de apostas contra a criptomoeda e por um clima de maior apetite por risco nos mercados financeiros.

Segundo o InfoMoney, o ativo chegou a ser negociado a US$ 85.222, alta de 5,1% no dia. Já o portal americano CoinDesk registrou o bitcoin cotado a US$ 84.984, avanço de 5,4% em 24 horas e de 4,7% desde a meia-noite (horário de Greenwich). Foi a primeira vez que a moeda rompeu o patamar de US$ 82.284, sua máxima anterior, registrada em 4 de setembro.

O movimento foi puxado por um "short squeeze": de acordo com o CoinDesk, US$ 647,9 milhões em posições vendidas — apostas na queda do preço — foram liquidados à força nas últimas 24 horas, de um total de US$ 746,6 milhões em liquidações no período. Somente na última hora antes da publicação da reportagem, US$ 159,9 milhões haviam sido liquidados, sendo 95% deles posições vendidas.

O CoinDesk destacou que o rali foi puxado mais por "compras forçadas do que por convicção nova": investidores que apostavam na queda precisaram comprar bitcoin às pressas para fechar suas posições, o que amplificou a alta. O juro em aberto no mercado de derivativos subiu 7,59%, para US$ 156 bilhões.

O avanço acontece em meio a uma melhora geral do humor nos mercados globais. Segundo o InfoMoney, ações e títulos do Tesouro americano subiram, o petróleo recuou e cresce o otimismo com a cúpula entre os presidentes Donald Trump e Xi Jinping, marcada para quinta-feira (24) em Washington. A Comissão de Valores Mobiliários dos Estados Unidos (SEC) também aprovou a negociação de versões digitais de valores mobiliários no país, medida que animou o setor de criptoativos.

"Os mercados financeiros redescobriram o apetite por risco depois de ficarem tomados por preocupações com os juros dos títulos públicos, o alto endividamento e a perspectiva de uma política monetária mais restritiva", afirmou Chris Beauchamp, analista da corretora IG, ao InfoMoney. Já Alex Kuptsikevich, da FxPro, destacou que a capitalização total do mercado de criptomoedas subiu para US$ 2,8 trilhões, o maior nível desde o fim de janeiro.

"As pessoas estão migrando da proteção contra perdas para a busca por ganhos na alta", disse Pratik Kala, da Apollo Crypto, em referência à mudança de postura dos investidores.

O bitcoin acumula alta de 44% no terceiro trimestre de 2026, o que analistas como Tom Lee, presidente da Bitmine, apontam como sinal de um possível novo ciclo de alta para as criptomoedas — para ele, as instituições financeiras ainda estão "com peso insuficiente" no setor. O movimento positivo também contagiou outras moedas digitais: o ethereum subiu 4,3%, para US$ 2.747, enquanto XRP, solana e monero também valorizaram, segundo o InfoMoney.

Apesar da recuperação, o bitcoin segue distante da máxima histórica de 2026, de US$ 97 mil, registrada em janeiro. A retomada acontece após uma sequência de perdas na semana passada e de uma alta de juros promovida pelo Federal Reserve — a primeira elevação em mais de três anos —, além de um cenário em que o petróleo ainda é negociado acima de US$ 100 o barril.

Fontes consultadas nesta apuração

  • bitcoin
  • criptomoedas
  • mercado financeiro
  • economia
  • ethereum

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