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Boletim Focus: projeção de inflação de 2026 cai a 5,12%

Mediana do IPCA recua de 5,15% para 5,12% na quarta queda seguida; mercado mantém a Selic em 14% ao fim do ano, a pouco mais de uma semana da decisão do Copom

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Boletim Focus: projeção de inflação de 2026 cai a 5,12%
Eduardo Soares/Unsplash — imagem ilustrativa

O mercado financeiro cortou pela quarta semana consecutiva a estimativa para a inflação brasileira deste ano. De acordo com o Boletim Focus divulgado pelo Banco Central nesta segunda-feira (27), a mediana das projeções para o IPCA de 2026 passou de 5,15% para 5,12%. O número foi publicado às 8h25 e antecede em pouco mais de uma semana a reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) que definirá o rumo dos juros no segundo semestre.

O que mudou nas projeções

O recuo aparece em série. Conforme detalhou o InfoMoney, a estimativa para o IPCA de 2027 subiu de 4,20% para 4,22% e a de 2028 avançou de 3,78% para 3,80%, na segunda alta seguida. Para 2029, a mediana continua em 3,50%, sem mexer há 47 semanas.

Outros indicadores de preços também recuaram. Ainda segundo o InfoMoney, o IGP-M projetado para 2026 caiu de 5,55% para 5,42%, na quarta redução seguida, enquanto os preços administrados seguiram em 5,00%, estáveis há seis semanas.

Mesmo em queda, a inflação projetada continua acima do teto perseguido pela autoridade monetária. Como lembrou a CNN Brasil, o Banco Central mira o centro de 3%, com margem de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo — ou seja, um intervalo que vai de 1,5% a 4,5%.

Juros: Selic mantida em 14% para dezembro

Na parte de juros, o Focus não se mexeu. A projeção para a Selic ao fim de 2026 permaneceu em 14% ao ano pela quinta semana seguida, informou o InfoMoney. Para 2027, a mediana segue em 12%, sem alteração há seis semanas; para 2028 e 2029, as estimativas ficaram em 10,5% e 10%.

A taxa básica está hoje em 14,25% ao ano, patamar fixado pelo Copom em junho, segundo a CNN Brasil. A distância entre a taxa atual e a projeção para dezembro implica espaço para mais um corte de 0,25 ponto até o fim do ano — mas as leituras divergem sobre quando ele viria. A CNN Brasil escreveu que o Focus aponta esse corte terminal já no encontro da primeira semana de agosto. O site Sou Brasília, ao detalhar o calendário do comitê, registrou que o mercado enxerga espaço para apenas mais uma redução distribuída entre as quatro reuniões que restam no ano.

A próxima decisão está marcada para os dias 4 e 5 de agosto, na 280ª reunião do colegiado, com anúncio na noite de quarta-feira (5), após o fechamento dos mercados, conforme o mesmo levantamento.

PIB e câmbio praticamente parados

A expectativa de crescimento do PIB em 2026 ficou em 1,99% pela quarta semana consecutiva, de acordo com o InfoMoney. Para 2027, houve corte de 1,65% para 1,60%. As projeções para 2028 e 2029 seguiram em 2,00%.

No câmbio, a mediana para o dólar ao fim deste ano permaneceu em R$ 5,20, estável há seis semanas. Para 2027, subiu de R$ 5,28 para R$ 5,29, e a de 2029 recuou de R$ 5,40 para R$ 5,37.

O pano de fundo do dia

O Focus chegou em uma segunda-feira carregada. O InfoMoney apontou que a agenda doméstica reunia ainda o IPC da Fipe, a Sondagem do Consumidor da FGV e a balança comercial semanal da Secex, além dos balanços de Telefônica Brasil e TIM depois do fechamento. Na sexta-feira, o Ibovespa havia caído 1,52%, aos 174.041,95 pontos.

No exterior, a pausa nas hostilidades entre Estados Unidos e Irã derrubou o petróleo. Por volta das 10h10, segundo a CNN Brasil, o Brent cedia 6,15%, a US$ 90,83, e o WTI recuava 5,8%, a US$ 84,14, enquanto o dólar à vista subia 0,15%, a R$ 5,091. A semana ainda reserva as decisões de juros do Federal Reserve, na quarta-feira (29), e do Banco da Inglaterra.

Ficha técnica

O Boletim Focus é a pesquisa semanal em que o Banco Central compila as projeções de instituições financeiras para inflação, juros, câmbio e atividade. É divulgado às segundas-feiras e serve de termômetro para as expectativas do mercado antes das decisões do Copom.

Fontes consultadas nesta apuração

  • boletim focus
  • inflação
  • IPCA
  • Selic
  • Copom
  • Banco Central
  • juros
  • dólar
  • PIB

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