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Chuva de meteoros hoje (30) e amanhã: como ver o pico duplo no céu

Delta Aquáridas do Sul e Alfa Capricornídeas atingem o máximo nas madrugadas de 30 e 31 de julho, com 15 a 25 meteoros por hora — mas a Lua atrapalha

Redação Apuramos

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Chuva de meteoros hoje (30) e amanhã: como ver o pico duplo no céu
Tobias Rademacher/Unsplash — imagem ilustrativa

Duas chuvas de meteoros atingem o pico ao mesmo tempo nas madrugadas desta quinta-feira (30) e desta sexta-feira (31), e o Brasil está entre os melhores lugares do planeta para observar o fenômeno. São as Delta Aquáridas do Sul e as Alfa Capricornídeas, que este ano coincidem no calendário astronômico.

Durante o máximo de atividade, a expectativa é de 15 a 25 meteoros visíveis por hora, segundo o levantamento publicado pelo jornal O Tempo. As Alfa Capricornídeas costumam produzir meteoros mais lentos e brilhantes, que muitas vezes aparecem como bolas de fogo.

Por que o Brasil tem vantagem

As Delta Aquáridas do Sul são mais favoráveis a observadores do Hemisfério Sul. O radiante — o ponto do céu de onde os meteoros parecem partir — fica na constelação de Aquário, próxima ao horizonte leste durante a madrugada.

O problema desta vez: a Lua

A Lua Cheia de julho ocorreu no dia 29, dois dias antes do pico. Com o satélite ainda praticamente cheio, o brilho tende a ofuscar os meteoros mais fracos, deixando visíveis a olho nu apenas os rastros mais luminosos.

Para contornar o problema, especialistas ouvidos pela imprensa recomendam procurar um ponto em que a Lua fique encoberta por um prédio, uma árvore ou uma elevação do terreno, e se afastar de áreas com poluição luminosa. Aplicativos de mapa celeste ajudam a localizar a constelação de Aquário.

De onde vêm esses meteoros

Chuvas de meteoros ocorrem quando a Terra atravessa a trilha de poeira deixada por um cometa ou asteroide. Esses fragmentos, muitos menores que um grão de areia, queimam ao entrar na atmosfera e produzem o rastro luminoso que se vê da superfície.

No caso das Alfa Capricornídeas, o corpo de origem é o cometa 169P/NEAT. A associação entre o cometa e a chuva foi estabelecida em estudo publicado no periódico científico The Astronomical Journal, conforme registrou o Midiamax.

Como observar

  • Não é preciso telescópio nem binóculo: o olho nu é o melhor instrumento, porque abrange mais céu.
  • Escolha um local escuro, longe de iluminação urbana.
  • Deixe os olhos se adaptarem ao escuro por cerca de 20 minutos, sem olhar para a tela do celular.
  • O melhor horário é a madrugada, quando o radiante está mais alto.
  • Olhe para uma área ampla do céu, e não diretamente para o radiante.

O fenômeno não oferece risco: os meteoros se desintegram a dezenas de quilômetros de altitude.

Fontes consultadas nesta apuração

  • chuva de meteoros
  • Delta Aquáridas
  • Alfa Capricornídeas
  • astronomia
  • céu
  • observação

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