Chuva de meteoros hoje (30) e amanhã: como ver o pico duplo no céu
Delta Aquáridas do Sul e Alfa Capricornídeas atingem o máximo nas madrugadas de 30 e 31 de julho, com 15 a 25 meteoros por hora — mas a Lua atrapalha
Redação Apuramos
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Delta Aquáridas do Sul e Alfa Capricornídeas atingem o máximo nas madrugadas de 30 e 31 de julho, com 15 a 25 meteoros por hora — mas a Lua atrapalha
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Duas chuvas de meteoros atingem o pico ao mesmo tempo nas madrugadas desta quinta-feira (30) e desta sexta-feira (31), e o Brasil está entre os melhores lugares do planeta para observar o fenômeno. São as Delta Aquáridas do Sul e as Alfa Capricornídeas, que este ano coincidem no calendário astronômico.
Durante o máximo de atividade, a expectativa é de 15 a 25 meteoros visíveis por hora, segundo o levantamento publicado pelo jornal O Tempo. As Alfa Capricornídeas costumam produzir meteoros mais lentos e brilhantes, que muitas vezes aparecem como bolas de fogo.
As Delta Aquáridas do Sul são mais favoráveis a observadores do Hemisfério Sul. O radiante — o ponto do céu de onde os meteoros parecem partir — fica na constelação de Aquário, próxima ao horizonte leste durante a madrugada.
A Lua Cheia de julho ocorreu no dia 29, dois dias antes do pico. Com o satélite ainda praticamente cheio, o brilho tende a ofuscar os meteoros mais fracos, deixando visíveis a olho nu apenas os rastros mais luminosos.
Para contornar o problema, especialistas ouvidos pela imprensa recomendam procurar um ponto em que a Lua fique encoberta por um prédio, uma árvore ou uma elevação do terreno, e se afastar de áreas com poluição luminosa. Aplicativos de mapa celeste ajudam a localizar a constelação de Aquário.
Chuvas de meteoros ocorrem quando a Terra atravessa a trilha de poeira deixada por um cometa ou asteroide. Esses fragmentos, muitos menores que um grão de areia, queimam ao entrar na atmosfera e produzem o rastro luminoso que se vê da superfície.
No caso das Alfa Capricornídeas, o corpo de origem é o cometa 169P/NEAT. A associação entre o cometa e a chuva foi estabelecida em estudo publicado no periódico científico The Astronomical Journal, conforme registrou o Midiamax.
O fenômeno não oferece risco: os meteoros se desintegram a dezenas de quilômetros de altitude.
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