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Chuvas nas Filipinas deixam 12 mortos e 1,3 milhão de afetados

Deslizamento em Baguio chegou a cinco mortes nesta segunda; governo suspendeu aulas e trabalho presencial em Manila e em 15 províncias

Redação Apuramos

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Chuvas nas Filipinas deixam 12 mortos e 1,3 milhão de afetados
jim gade/Unsplash — imagem ilustrativa

As chuvas de monção que castigam o norte das Filipinas desde o início de agosto deixaram ao menos 12 mortos, oito desaparecidos e 11 feridos, informou nesta segunda-feira (10) o Escritório de Defesa Civil do país (OCD, na sigla em inglês). Mais de 1,3 milhão de pessoas foram afetadas em dez regiões, incluindo a área metropolitana de Manila.

O balanço piorou ao longo do dia. Por volta das 14h52 no horário local, equipes de resgate retiraram dos escombros de um deslizamento em Baguio, no norte da ilha de Luzon, o corpo de uma menina de 2 anos — a quinta vítima confirmada apenas naquele ponto, informou o Philippine Daily Inquirer. Meia hora depois, uma mulher adulta também foi retirada, sem informação divulgada sobre seu estado. O deslizamento soterrou três casas com 13 moradores por volta das 19h de domingo; três pessoas foram resgatadas com vida.

Um mês e meio de chuva em nove dias

O desastre combina a monção de sudoeste, conhecida localmente como habagat, com os efeitos das tempestades tropicais Luis e Maymay, que passaram pelo arquipélago na semana passada.

A agência meteorológica estatal Pagasa mediu volumes fora do normal. Em Baguio, choveu 1.413 milímetros entre 1º e 9 de agosto, contra uma média histórica de 963 mm para o mês inteiro. "Isso significa que quase um mês e meio de chuva caiu em Baguio em apenas nove dias", disse o administrador da agência, Nathaniel Servando, segundo o Inquirer.

Na estação de Iba, na província de Zambales, foram 957 mm no mesmo período — acima da média mensal de 929 mm. Em Quezon City, na região metropolitana de Manila, o acumulado de 501,6 mm equivale a cerca de 90% do que costuma cair em todo o mês de agosto.

Os números divergem entre os órgãos

Os balanços oficiais não batem. O Conselho Nacional de Redução de Riscos de Desastres (NDRRMC) registrou, em relatório fechado às 8h de segunda, oito mortos, um desaparecido e 585.993 pessoas afetadas em nove regiões. Duas horas depois, o OCD já falava em 12 mortos e 1,31 milhão de afetados em dez regiões.

A diferença é comum em desastres em curso: cada órgão consolida os dados em horários distintos e depende da validação dos registros locais. O vice-administrador de operações do OCD, Laurence Mina, afirmou que as mortes seguem em processo de validação.

Manila parada

O palácio de Malacañang suspendeu, no domingo, as aulas presenciais e o trabalho presencial no serviço público em toda a região metropolitana de Manila e em outras 15 províncias.

O Departamento de Educação contabilizou 10.029 escolas públicas com aulas suspensas, o que atingiu 6,5 milhões de alunos e cerca de 289 mil funcionários em oito regiões, segundo o Philstar. Ao menos 722 escolas sofreram danos, e 751 salas de aula foram completamente destruídas. Outras 52 viraram abrigos.

Pelos dados do NDRRMC, os prejuízos em infraestrutura chegam a 1,12 bilhão de pesos filipinos. A Guarda Costeira retirou 7.887 moradores de áreas de risco ao longo do fim de semana, informou o Manila Bulletin.

O que diz o governo

O presidente Ferdinand Marcos Jr. comandou nesta segunda uma reunião de emergência em Malacañang e determinou que a ajuda chegue a todas as vítimas, inclusive às que já voltaram para casa. A porta-voz do Palácio, Claire Castro, informou que 39,37 milhões de pesos em assistência já foram entregues e que há 1,61 bilhão de pesos em fundos de contingência disponíveis, além de 3.841 agentes mobilizados em operações de busca e resgate.

O porta-voz do OCD, Junie Castillo, disse não haver falta de recursos: segundo ele, nenhum governo local pediu reforço nacional até agora, porque os estoques regionais pré-posicionados continuam suficientes.

O que vem pela frente

A Pagasa prevê que as chuvas fortes continuem até quarta-feira, com enfraquecimento a partir de terça. A agência também monitora a tempestade tropical Peilou, ainda fora da área de responsabilidade das Filipinas, a cerca de 2.765 km a leste do extremo norte de Luzon, com ventos máximos de 75 km/h e rajadas de até 90 km/h.

Fontes consultadas nesta apuração

  • Filipinas
  • enchentes
  • deslizamento
  • Manila
  • monção
  • Baguio
  • desastre natural

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